29.6.06

Voluntariado serve de estímulo a funcionários

Empresas usam serviços voluntários para aperfeiçoar habilidades como liderança e trabalho em equipe entre seus funcionários. "Muitos funcionários desenvolvem habilidades que os tornam mais qualificados para suas funções, como capacidade de lidar com desafios e situações novas", diz Rosangela Coelho, assessora de responsabilidade social da Embraco.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, as ações não remuneradas em escolas, hospitais e organizações não-governamentais podem também elevar a produtividade, com um aumento da motivação dos empregados. "Empresas que se envolvem em projetos sociais tendem a reduzir a rotatividade e aumentam o compromisso de empregados com a corporação", diz Silvina Ramal, professora da FGV Management.

Além disso, a maior motivação dos empregados "favorece o clima organizacional e melhora a relação da empresa com a comunidade", aponta o gerente de programas especiais da Fundação Belgo, Leonardo Gloor.

Já Sirlene Toledo, executiva de relações comunitárias da IBM, vê "elevação da qualidade do capital humano" em virtude do estímulo ao trabalho em grupo e da melhora da auto-estima do funcionário, que se sente útil à sociedade.

Conheça algumas iniciativas de projetos da economia solidária

A economia solidária tem se consolidado como uma importante alternativa para milhares de trabalhadores que buscam espaço no mercado de trabalho.

Hoje, são 15 mil empreendimentos, como cooperativas, redes de associações ou empresas autogestionárias, que se uniram para driblar dificuldades financeiras ou até conquistarem um espaço no mercado brasileiro.

Um dos mecanismos de participação no campo da economia solidária que tem crescido nos últimos anos são as redes de produção. Uma dessas redes que se destacam neste novo segmento da economia brasileira é a Rede Abelha do Nordeste, fruto de uma articulação de ONGs, cooperativas, associações e grupos de apicultores. Sua principal missão é desenvolver iniciativas solidárias na cadeia da apicultura junto às famílias da agricultura familiar na região Nordeste. Outra rede, que merece destaque é a do algodão ecológico, que envolve trabalhadores de cooperativas agrícolas, fiação, tecelagem e de confecção nas regiões Sul, Nordeste e Sudeste; e, também, a rede de material reciclável, realizado com catadores de papel, em Minas Gerais.

José Vicente Filho, um dos participantes da Rede Abelha do Nordeste, destacou a importância desse tipo de iniciativa para promover a inclusão social no Brasil. 'Além de ser um trabalho de desenvolvimento e educação para os apicultores da região, esse empreendimento econômico solidário salvou muita gente do desemprego. Depois que formamos essa rede, muitos melhoraram sua qualidade de vida', disse. Neste projeto, apicultores produzem mel e derivados, como própolis e cera, produtos que são vendidos, em rede, para o consumidor e o comércio em geral.

Muitas empresas falidas no Brasil também se juntaram em torno da economia solidária com o intuito de se recuperaram. São as empresas autogestionárias. O governo federal investiu no ano passado R$ 1,4 milhão no projeto 'Ação de Recuperação de Empresas pelos Trabalhadores em Autogestão', informou a assessoria do Ministério do Trabalho, com a finalidade de fortalecer empreendimentos autogestionários constituídos por trabalhadores de empresas recuperadas ou em crise.

Esta ação econômica é destinada, segundo o ministério, quando os trabalhadores de uma empresa em crise se interessam em recuperar este empreendimento. Hoje, no Brasil, existem duas grandes experiências nesse sentido: a União e Solidariedade das Cooperativas e Empreendimentos de Economia Social do Brasil (Unisol/Brasil) e a Associação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Autogestão (Anteag), que reúnem cerca de 400 empreendimentos.

Pesquisa mede ação das empresas

Maioria ainda não adota políticas de responsabilidade social, pilar da governança. Uma pesquisa da BDO Trevisan para medir as ações de responsabilidade social, na qual foram consultadas 620 empresas, mostrou que a maioria ainda não possui políticas específicas sobre o tema. Tanto assim que apenas 78 delas, sendo 32 do setor de serviços e 23 da indústria, responderam totalmente à pesquisa.

Curiosamente, o estudo também apontou que muitas empresas que praticam responsabilidade social receiam fazer propaganda da sua atuação. 'Apesar do crescimento significativo nos últimos anos com relação à preocupação sobre os aspectos sócio-ambientais, a questão da divulgação das informações é um tabu a ser vencido', conta Mauro Ambrósio, sócio-diretor de Auditoria da área de responsabilidade social da BDO.

Segundo ele, o motivo desse comportamento é o receio de publicar informações imprecisas. 'Por desconhecerem o conceito de sustentabilidade que embasa as ações de responsabilidade social muitas empresas acabam preferindo fugir dos holofotes', diz.

Além disso, o custo para publicar as ações e a não-obrigatoriedade de divulgação das práticas de sustentabilidade - como ocorre na Europa - contribui para a falta de divulgação, acrescenta.

Existe uma discussão conceitual sobre quem vem primeiro: governança corporativa ou sustentabilidade (responsabilidade social). Na opinião de Mauro Ambrósio, a sustentabilidade é um dos pilares da governança corporativa. O conceito de governança envolve transparência, ética. Isso por sua vez implica a adoção de controles e processos de continuidade do negócio que leva à sustentabilidade, que é a manutenção da empresa, acredita Ambrósio.

Distribuição da riqueza

A questão da pesquisa que aborda a distribuição de riqueza teve uma resposta surpreendente dos participantes, conforme Ambrósio. Mais da metade dos pesquisados marcou o item remuneração aos acionistas minoritários como a maior preocupação da companhia.

A maioria das empresas (66) também foi favorável a dar participação em lucros e resultados. Para Ambrósio, esse comportamento está relacionado à percepção de que a produtividade e o lucro das empresas tendem a crescer com a participação dos colaboradores nos resultados. Ele observa que, embora esse indicador não tenha reflexos diretos na comunidade, a distribuição de lucros aumenta a renda - o que acaba beneficiando funcionários e seus familiares.

Na questão da recolocação de funcionários e programas para preparação para aposentadoria, somente 21 dentre as empresas pesquisadas disseram ter tal preocupação.

ESA promove curso para o terceiro setor

No segundo semestre do ano, a ESA (Escola Superior de Advocacia) estará ministrando o curso “Prática no Terceiro Setor: gestão, aspectos jurídicos e empreendedorismo”, com o propósito de capacitar os participantes com elementos teóricos e práticos adequados à atuação em organizações não-governamentais, em projetos sociais empresariais e em alianças intersetoriais focadas no desenvolvimento social.

O curso, que tem como público-alvo advogados, estagiários inscritos na OAB e profissionais de outras áreas que atuam no campo social, será ministrado de 3 de agosto e 7 de novembro, com aulas às terças e quintas-feiras, das 9 às 12 horas. Serão 75 horas-aula. O investimento é de R$ 470 em quatro parcelas.

No programa do curso constam: uma introdução ao tema terceiro setor; empreendedorismo social e ética; responsabilidade social; interface entre o poder público e o terceiro setor; aspectos societários do terceiro setor; principais títulos, certificados e qualificações concedidos pelo poder público; relações de trabalho no terceiro setor; aspectos tributários e societários do terceiro setor; acordos com o poder público; gestão para o terceiro setor; planejamento estratégico; projetos sociais; comunicação e marketing no terceiro setor; captação de recursos e contratos e exercício prático de constituição de uma ONG.

Informações na ESA pelo telefone 3209-4055 ou 3277-7392/8456/8956 ou pelo site www.oabsp.org.br/escola

A cidadania das Crianças e dos Adolescentes e seu impacto na Democracia é tema do VI Seminário Pró-Conselho

Investir nas crianças e nos adolescentes é gasto ou investimento? Esses recursos são importantes para o fortalecimento da democracia? Como eles promovem o desenvolvimento social, humano e econômico do País? Estas são algumas das questões a serem discutidas durante o VI Seminário Pró-conselho, com o tema 'A cidadania das crianças e dos adolescentes e seu impacto na democracia'.

As inscrições estão abertas até dia 30 de junho e o evento será realizado nos dias 17 e 18 de julho, no Minascentro, em Belo Horizonte (MG). A expectativa é de participação de mais de 2 mil pessoas. Serão apresentadas e discutidas experiências, boas práticas, estudos e propostas para aprimorar a gestão dos conselhos, além da formação de redes com o objetivo de fortalecer as políticas públicas voltadas para o público infanto-juvenil.

Em sua sexta edição, o Seminário Pró-conselho vem se fortalecendo por meio de alianças estratégicas e parcerias que conferem ao evento uma projeção nacional. É um encontro que aproxima os formadores de opinião, as grandes organizações, as lideranças estaduais e nacionais das pessoas que estão na ponta, como conselheiros municipais, tutelares, lideranças locais, técnicos de prefeituras de toda Minas Gerais e de outros estados, fazendo o atendimento e pensando políticas públicas a partir de realidades bastante diversas e muitas vezes precárias.

O retorno do Seminário a Belo Horizonte materializa a proposta do seu realizador, o Instituto Telemig Celular, de alternar a cada ano os encontros entre a capital e o interior. Em 2005, o Instituto Telemig Celular se articulou a vários parceiros para promover o V Seminário Pró-conselho em sete regiões de Minas Gerais. Em 2006, atendendo a esta nova estratégia, o encontro será centralizado, possibilitando que conselheiros das diversas regiões de Minas e também de outros estados troquem experiências e compartilhem informações em um grande evento.

Entre os palestrantes estão personalidades como Marcelo Cortes Neri - Chefe do Centro de Políticas Sociais (CPS) vinculado ao IBRE/FGV; Patrus Ananias - Ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Fernando Rosseti - Secretário Geral do GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas); Francisco Azevedo - Representante da Fundação AVINA para o Sudeste e Distrito Federal; Soninha Francine - Vereadora em São Paulo, foi produtora e apresentadora de diversos programas de televisão para jovens em canais como MTV e TV Cultura; Mário Volpi - Oficial de Projetos do UNICEF - Fundo das Nações Unidas para a Infância; Cláudia Werneck - Presidente da ONG Escola de Gente - Comunicação em Inclusão, que reúne jornalistas e publicitários em prol da construção da sociedade inclusiva no Brasil; Francisco Whitaker - Membro da Comissão Brasileira Justiça e Paz; Wellington Nogueira - Membro do grupo Doutores da Alegria, e muitos outros.

O VI Seminário Pró-conselho é uma iniciativa do Instituto Telemig Celular, em aliança com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA-MG), Procuradoria Geral de Justiça de Minas Gerais e Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef). O evento também tem como parceiros a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Esportes (SEDESE), a Nestlé, Gráfica e Editora O Lutador, e apoio da Presença Brindes e Banco Itaú.

SERVIÇO - VI Seminário Pró-conselho
A cidadania das crianças e dos adolescentes e seu impacto na democracia
17 e 18 de julho - Minas Centro - Belo Horizonte (MG)
Inscrições: 1º a 30 de junho - Vagas limitadas
Valor das inscrições (o valor total da receita com as inscrições será destinado à Frente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Minas Gerais):
Para conselheiros municipais dos direitos da criança e do adolescente e conselheiros tutelares = R$ 15,00
Para demais participantes = R$ 20,00
Inscrições e informações:
Por telefone: (31) 3259-3506
Por internet: www.institutotelemigcelular.org.br - A programação completa e informações para inscrição já está disponível no site.

Ações de empresas socialmente responsáveis rendem mais

O mercado financeiro tem dado cada vez mais sinais de que empresas que adotam práticas de responsabilidade social e ambiental são mais valorizadas. Isso é o que demonstra o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da BOVESPA).

Até abril, o índice, que agrupa ações de empresas socialmente responsáveis, valorizou 12% a mais que o IBOVESPA (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo), que reúne os papéis mais negociados na Bolsa paulista.

Lançado em dezembro de 2005, o ISE tem em sua carteira 34 ações de 28 empresas da BOVESPA. Entre elas, Perdigão, Votorantim, CPFL Energia, EMBRAER, Natura, Gol, Aracruz Celulose, Braskem e Banco do Brasil.

16.6.06

SANTANDER seleciona projetos de Educação para investimento

O Santander Banespa recebe até o dia 17 de julho projetos na área de educação destinados a crianças, adolescentes e universitários. Eles serão selecionados pela área de Responsabilidade Social do banco para integrar o programa Parceiros em Ação. A seleção é semestral e podem ser inscritos projetos de até R$ 50 mil. Organizações Não Governamentais, fundações, associações, organizações sociais de Interesse público e demais interessados podem obter informações sobre o processo seletivo e os critérios de análise dos projetos, entre outras, enviando e-mail para responsabilidadesocial@santanderbanespa.com.br.

O programa Parceiros em Ação tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de projetos comunitários educacionais em todo o Brasil. No primeiro semestre deste ano, foram selecionadas três iniciativas para receber apoio: Jovens Parcerias, da Associação de Formação e Reeducação Lua Nova (Sorocaba/SP); Projeto Multiplicar, da Associação Cirandar (São Paulo); e Ativa-mente em Bibliotecas Comunitárias, do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário Queirós Filho (São Paulo).

Entre os projetos que receberam apoio do Parceiros em Ação, em 2005, estão Preparando o Amanhã, da Associação Vida Nova (São Leopoldo/RS); Impressão de Livros em Braille, da Fundação Dorina Nowill; Educação Ambiental, do Arrastão (SP-SP); e o Projeto Alicerce, do Instituto Social Maria Telles (SP-SP). Essas iniciativas beneficiam centenas de crianças e adolescentes de baixo poder aquisitivo. De forma abrangente, a política de responsabilidade social do Santander Banespa visa beneficiar projetos que possam contribuir com o desenvolvimento socioeconômico e ambiental, favorecendo a melhoria da qualidade de vida da comunidade e da sociedade.

DPASCHOAL lança concurso para apoiar projetos ambientais

A DPaschoal lançou o concurso ambiental "Reciclando Numa Boa". A iniciativa da empresa é contribuir para preservação do meio ambiente e incentivar a mudança de hábitos e a reafirmação de atitudes positivas, sempre promovendo condutas que trazem o bem comum. A ação também tem como foco a racionalização e o combate ao desperdício de recursos, visando à otimização da relação entre o uso de recursos e a economia, sempre considerando o custo ambiental agregado.

Serão selecionadosoito projetos, um de âmbito nacional e sete estaduais, de organizações não governamentais (ONGs) dos estados onde a empresa atua: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Rio Grande do Sul. O prêmio será o apoio financeiro aos projetos durante o período de 1 ano (12 meses).

A DPaschoal procura projetos que tenham foco na geração de conscientização ambiental e promoção do desenvolvimento sustentável, por isso, as organizações deverão especificar os benefícios de cada projeto para a preservação do meio ambiente e de que maneira incentivam a conscientização da sociedade. As ONG's devem comprovar a existência do projeto por meio de fotos ou site e indicar o valor que necessitam mensalmente como apoio.

Além de especialistas da própria empresa, a DPaschoal convidou profissionais e formadores de opinião, que atuam em áreas ligadas à proteção do meio ambiente, para formar a banca examinadora.

O prazo máximo para a entrega dos projetos será 30 de junho. Já a escolha dos vencedores pela comissão julgadora e divulgação ocorrerá nos dias 24 e 25 de julho, respectivamente. Já a entrega do prêmio entre os dias 25 a 31 de julho. Para participar do concurso ambiental "Reciclando Numa Boa", as ONGs devem preencher o formulário de inscrição disponível no site ou nas lojas DPaschoal. Outros detalhes de inscrição, regulamento do concurso e os anúncios dos projetos vencedores serão feitos no site da DPaschoal, www.dpaschoal.com.br/meioambiente.

6.6.06

HSBC abre inscrição para apoio a Projetos de Educação

- Incentivo será oferecido a trabalhos de cunho educacional

O HSBC abre nesta semana nova seleção para apoio a projetos de Responsabilidade Social. O incentivo será oferecido a trabalhos de cunho educacional, com foco na qualificação de escolas rurais. A iniciativa, viabilizada pelo Instituto HSBC Solidariedade, faz parte da política social da instituição de estímulo a ações relacionadas aos seus três pilares de atuação no Brasil e no mundo: Educação, Comunidade e Meio Ambiente.

Serão escolhidos dez projetos, que receberão o apoio de R$ 45 mil cada um, totalizando um investimento de R$ 450 mil por parte do banco. Poderão participar da seleção escolas municipais ou estaduais, por meio das associações de pais e mestres; organismos não governamentais; comunitários e governamentais, por meio de suas fundações e institutos, legalmente constituídos no país, sem fins lucrativos.

Segundo dados do Ministério da Educação, as escolas rurais atendem cerca de cinco dos 31 milhões de alunos no ensino fundamental no país. De acordo com o censo escolar de 2002, apenas 5,3 % dessas escolas rurais possuem biblioteca e somente 58,3% têm luz elétrica. O número de professores com formação inferior ao ensino médio lecionando em escolas rurais é de 8,3%.

Com a iniciativa de incentivo aos projetos educacionais, o Instituto HSBC Solidariedade visa apoiar projetos que contribuam efetivamente para melhorar esses índices ao aprimorar a qualificação dos docentes e das instituições rurais.

Conseqüentemente, com melhores condições de ensino, aumentará também o interesse dos
alunos, o que resulta em uma maior adesão escolar. A requisição dos formulários de inscrição e o recebimento dos projetos devem ser feitos pelo e-mail hsbc.solidariedade@hsbc.com.br, até 2 de agosto.

O Instituto HSBC Solidariedade analisará as melhores propostas até essa data e divulgará os nomes dos selecionados a partir de 22 de setembro, no site do Instituto HSBC Solidariedade: www.porummundomaisfeliz.org.br. Para mais informações visite o site: www.porummundomaisfeliz.org.br.

Educação de qualidade pode reduzir desigualdades sociais no país, diz sociólogo

A educação básica universal e de qualidade é a principal estratégia para que o Brasil possa romper o ciclo da pobreza e reduzir as desigualdades sociais. Esse é o principal eixo do livro Educação: uma Aposta no Futuro, lançado esta semana pela organização não-governamental (ONG) Missão Criança.

Ao defender a reforma na educação básica brasileira, um dos autores da publicação, o sociólogo Carlos Henrique Araújo, destaca que todos os países que registraram altas taxas de crescimento nos últimos 30, 40 anos, investiram 'de maneira pesada' em educação.

'Educação promove desenvolvimento e mais à frente, se for uma educação de qualidade, possibilita que as pessoas possam usufruir desse desenvolvimento, diminuindo as desigualdades sociais e aumentando a oportunidade das pessoas', observa Araújo, secretário-executivo da Missão Criança e ex-diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC).

Segundo volume da série Mania de Educação, o livro é resultado de um trabalho conjunto entre Carlos Henrique Araújo e o gestor de políticas públicas Nildo Luzio. De acordo com sociólogo, a publicação foi escrita com base nos últimos dados oficiais disponíveis sobre o tema: os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica de 2003, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2004 e do Censo Educacional de 2005.

A primeira parte da publicação mostra como a educação se relaciona com as questões de pobreza, exclusão social e desigualdade no Brasil. De acordo com Araújo, estudos estatísticos mostram que a educação é responsável por 40% das diferenças salariais entre os brasileiros.

'Pessoas que têm maior escolaridade são pessoas que ganham melhor, pessoas que têm menor escolaridade são pessoas que ganham menos, então o fator educação - ter feito uma escola, ter completado o ensino fundamental, médio ou mesmo estar na universidade - impacta diretamente na questão da desigualdade', conclui o sociólogo.

Natura: projeto de incentivo a leitura em 1.500 escolas

O Programa Crer para Ver da Natura, que apóia e desenvolve ações para a comunidade escolar voltadas à melhoria da qualidade da educação pública, está lançando o projeto 'Lendo Nossa Gente'.

Desenvolvido em parceria com as Ongs Ação Educativa, Alfabetização Solidária e Cenpec, a iniciativa tem por objetivo fortalecer as escolas públicas na promoção da leitura, com foco na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O projeto organizará um acervo com 50 títulos de interesse de jovens e adultos e distribuirá a 1.500 escolas de todas as regiões do país. Participarão escolas que não dispõem de bibliotecas ou salas de leitura.

Responsabilidade social: ética, transparência e sustentabilidade

O tema Responsabilidade Social ou Sustentabilidade, num conceito mais amplo, vem cada vez mais ganhando força na comunidade empresarial brasileira. Independentemente do tamanho e área de atuação. Empresas e seus gestores discutem cada vez mais abertamente o tema e a importância das corporações nesse cenário.

A preocupação com os impactos sócio-ambientais é fundamental para a sustentabilidade das organizações e de gerações futuras. Na Europa e nos EUA, onde o tema já vem sendo discutido há mais tempo, milhares de empresas definem definem suas estratégias de negócio levando em consideração os aspectos sócio-ambientais e o impacto de suas atividades sobre diversos grupos de interesse, os chamados stakeholders.

O principal reflexo dessa preocupação se dá com a publicação dos chamados relatórios de Responsabilidade Social ou Balanços Sociais, que procuram resumir de forma organizada e ainda não padronizada totalmente, as ações, projetos, metas, desafios e impactos da atuação da empresa em relação aos grupos de interesse, sejam eles, colaboradores, comunidade, meio-ambiente, governo, concorrência, fornecedores, clientes, entre outros.

Estudo recente mostra que na Europa, grande parte das empresas publica algum tipo de relatório social, e que, daquelas que publicam, quase 70% validam as informações com auditorias externas específicas, para dar maior credibilidade ao mercado. No Brasil, mais de 700 empresas já publicam algum tipo de relatório, porém somente agora a preocupação com a validação das informações vem sendo tratada.

No Brasil, apesar de ainda não haver uma padronização única para elaboração dos relatórios sócio ambientais, alguns modelos de elaboração e apresentação, como os sugeridos pelo Instituto Ethos de Responsabilidade Social, Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), e os da Global Report Initiative (GRI), internacionalmente acatados, são adotados. Em breve, contaremos com uma padronização definida, a da ISO 26.000, que deverá ser aplicada entre 2007 e 2008 e está em desenvolvimento conjunto pela ISO, Instituto Ethos e pelo mundo empresarial.

Sem dúvida, esse caminho levará as empresas e a comunidade empresarial em geral, a atuarem cada vez mais preocupadas com responsabilidade sócio-ambiental. Os benefícios gerados com essa atuação são os mais variados possíveis, desde a continuidade dos negócios de forma mais organizada, até linhas de crédito mais baratas.

Entre outros benefícios também estão o tratamento diferenciado no mundo de mercado de capitais, com fundos específicos que trazem maior rentabilidade para as ações; também na área do capital humano, com os melhores funcionários do mercado almejando as empresas socialmente responsáveis como local de trabalho; e no campo do relacionamento com clientes, que escolhem a empresa para ser parceira ou fornecedora.

Nesse cenário, a auditoria/validação dos relatórios de responsabilidade social ganham destaque cada vez maior. Trata-se de um processo de verificação de todos os projetos, se estão sendo realmente colocados em prática, se tudo que a empresa se compromete a realizar, em termos de ações sociais, está sendo efetivado e se as propostas de relacionamento entre os universos externo e interno, dirigentes e colaboradores e a relação com a comunidade estão acontecendo.

Além disso, são verificadas se as metas planejadas e divulgadas estão sendo atingidas com o passar dos anos. É preciso comparar os modelos utilizados com as referências nacionais e internacionais, constatar se os projetos estão sendo cumpridos, acompanhar as relações trabalhistas, pesquisas e projetos de desenvolvimento científico e sócio-culturais, bem como analisar e validar os indicadores sócio-econômicos, ambientais, de impacto, entre outros.

Recentemente, por exemplo, a BDO Trevisan foi procurada por um fundo norte-americano interessado em investir no Brasil, mas apenas em empresa com real preocupação em ações sociais e ambientais, incluindo a elaboração de relatórios sócio-ambientais auditados, cuja elaboração viabiliza captar recursos financeiros com menor custo, no mercado nacional e internacional.

Daqui pra frente os negócios serão assim.

Mauro Ambrósio
Sócio-diretor da BDO Trevisan.
ambrosio@bdotrevisan.com.br

Mudança exige maior atuação da sociedade

Para dar perspectivas a jovens que vivem em situação de vulnerabilidade social — de pobreza e sem oportunidades de emprego, e evitar que entrem na criminalidade, é preciso que a sociedade se mobilize e não espere uma rápida solução do Governo.
A opinião é de profissionais da Assistência Social, de organizações não-governamentais e de voluntários que não ficaram esperando uma ação do Poder Público e resolveram fazer algo pela juventude.

Para o assistente social e integrante do Fórum da Cidadania Maurício Zomignani, que já participou de projetos sociais na Cidade e atua há 19 anos no Centro de Referência Social da Zona Noroeste, a fragilidade do jovem pobre é imensa. Um dos motivos é que o desemprego alcança os níveis mais elevados na faixa etária entre os 16 e 24 anos.

‘‘Isso acontece exatamente quando o indivíduo está na adolescência, ou entrando na fase adulta, em que precisa transformar seus potenciais em realidade. É no trabalho que isso se faz, mas ele não consegue emprego’’, resume Zomignani.

Em sua opinião, como o Poder Público não consegue uma solução para o desemprego dos jovens, o problema volta para as mãos da sociedade. ‘‘É uma questão de sensibilidade. Há empresários que ficam esperando um programa do Governo de incentivo à contratação de jovens para ganhar benefícios fiscais’’, critica. ‘‘O empresário inteligente forma e capacita os jovens desde o primeiro emprego’’.
O assistente social acredita que outra forma da juventude mostrar e desenvolver seus potenciais é por meio da cultura e do esporte. Para isso, segundo ele, deve-se ampliar o número de locais de realização dessas atividades. ‘‘Quem tem o que realizar e oferecer para a sociedade, se preocupa com a ordem. Quem não tem, não se compromete com nada’’.

Incentivar a participação de jovens em atividades culturais também é tarefa da sociedade, de acordo com Zomignani. ‘‘As pessoas podem ser voluntárias, participar de programas assistenciais, patrocinar ONGs, fazer doações para o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente. Não podemos ficar reféns da violência e esperar apenas que os efeitos sejam trabalhados’’.

Crime e violência
Mariana Montoro, diretora de Comunicação do Instituto Sou da Paz, que trabalha na entidade há mais de cinco anos, acredita que a minoria dos adolescentes em situação considerada de vulnerabilidade social ingressa no crime. ‘‘Isto porque eles tiveram outras oportunidades, optaram por elas e não entraram (na criminalidade)’’.
Esta estimativa, segundo ela, mostra que a violência entre os jovens tem solução. ‘‘Há diversas ONGs tentando construir uma relação diferente. Está nas nossas mãos. Podemos nos dedicar ao voluntariado’’, avalia.

Entretanto, para Mariana, a construção de um futuro sem violência também parte do comportamento de cada um. Ela afirmou que o brasileiro cultua a violência ao praticá-la ou aceitá-la. ‘‘Um indivíduo acha o tráfico um absurdo, mas compra drogas. Vai à boate, bebe e arruma briga. Fica horrorizado com os atentados praticados por facções criminosas, mas no trânsito, se irrita e sai do carro para bater em outro motorista’’.

Ela acredita que a violência decorre principalmente do jovem que não é ouvido. Já o crime é um problema originado na desigualdade social ‘‘com a qual não dá para conviver’’. De acordo com Mariana, sem oportunidades, o crime conquista.

Por este vínculo (da criminalidade com a desigualdade), cria-se um estereótipo. ‘‘Me incomoda ver que pensam na violência e no crime como algo da periferia. Com isso, as pessoas tendem a ficar em um papel cômodo’’.

Integrante da Ambienta, organização não-governamental que cria projetos de financiamento de habitação e orienta a população sobre seus direitos, a arquiteta Thaís Polydoro Ribeiro defende uma mudança sobre o que é ser voluntário.
Ela lembrou que a participação da sociedade é necessária diante de um mau-aproveitamento dos recursos financeiros que o governo dispõe. ‘‘No ano passado, pagamos R$ 140 bilhões pela dívida externa e investimos R$ 40 bilhões em política social. Investe-se muito mal’’.

Empresas investem 21% mais em projetos sociais e ambientais neste ano

Conforme aumenta a preocupação dos investidores com a atuação socioambiental das empresas em que aplicam e de quem são consumidores, as companhias dedicam mais esforços e dinheiro a projetos de sustentabilidade. O prêmio da Câmara de Comércio França-Brasil aos melhores projetos de sustentabilidade social deste ano, que será entregue no dia 13, revela que as companhias inscritas gastaram em média US$ 818 mil por projeto, enquanto que no ano passado a média era de US$ 634 mil. Em 2005, 82 projetos nas áreas de educação, saúde, cultura e meio ambiente totalizaram US$ 52 milhões. Já este ano, as 77 empresas inscritas gastaram US$ 63 milhões em ações desse, um crescimento de 21,2% no valor.

'As empresas estão se conscientizando da importância dos projetos de sustentabilidade para o seu próprio negócio e não mais como filantropia', diz Sueli Lartigue, diretora da Câmara e coordenadora do prêmio. Esses projetos se traduzem em lucro de diversas formas, lembra Sueli. As empresas melhoram sua imagem no mercado e, assim, ganham novos consumidores, reduzem as chances de processos trabalhistas ou de acidentes ambientais e ganham em produtividade. 'Há estudos que comprovam que os funcionários produzem mais quando estão engajados em projetos sociais da empresa', diz a diretora da Câmara.

Além do investimento médio ter crescido, o maior projeto inscrito este ano - da empresa Takaoka Empreendimentos - soma US$ 21 milhões, enquanto que em 2005 a Concessionária do Sistema Anhangüera-Bandeirantes (AutoBan) encabeçou a lista com ação de US$ 1 milhão. Entre as finalistas, há quatro empresas com ações listadas na Bovespa: Suzano Papel e Celulose, Unibanco, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Acesita.

A maioria dos trabalhos (39% das ações) volta-se para a área de educação. 'Isso é reflexo das deficiências de um país que possui uma população com baixa escolaridade', diz Sueli. Essa concentração também é sinal de que as empresas estão de fato conscientes da importância de serem socialmente responsáveis, já que não há incentivos fiscais para projetos de educação, apenas para os de cultura, que representaram 12% do total.

A Suzano, por exemplo, compete com o programa 'ler é preciso', no qual já investiu US$ 1,4 milhão, em concursos de redação e na abertura de 52 bibliotecas em seis Estados diferentes. Um dos objetivos é reduzir o chamado analfabetismo funcional - pessoas que lêem, mas não sabem interpretar. Essa é uma forma de contribuir para a formação da população, diz a diretora do Instituto Ecofuturo (da Suzano), Christine Fontelles. De alguma forma, isso atinge o bolso da companhia pois significa uma melhor formação dos funcionários.

Apesar de ser uma tendência mundial, o investidor brasileiro valoriza pouco aspectos socioambientais na hora de comprar uma ação, Christine. Desde que foi criado, em dezembro, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) acumula alta de 16,4% frente a 18,8% do Índice Bovespa.

Desenvolvimento do Milênio — sonho ou desafio?

Jorge Werthein
Doutor em Educação pela Universidade Stanford (EUA), é assessor especial do secretário-geral da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI)

Em setembro de 2000, líderes de várias partes do mundo reuniram-se na sede da ONU, em Nova York, durante a Cúpula do Milênio. No encontro, validou-se um pacote de compromissos para o desenvolvimento do planeta: oito objetivos e 18 metas, que devem ser alcançados até 2015. Para acompanhar o cumprimento desses objetivos, estabeleceram-se 48 indicadores. A Declaração do Milênio foi, então, assinada por 147 chefes de Estado e de governo e adotada por 189 nações.

Os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) sintetizam, de certa forma, as incontáveis cartas, declarações, acordos, protocolos, firmados em conferências anteriores da própria ONU. Nesse sentido, os ODM vieram facilitar a compreensão do que deveriam ser as questões prioritárias do planeta. De forma didática, a ONU apresentou ao mundo uma agenda para os 15 anos seguintes. A iniciativa despertou a simpatia de outros atores sociais, como membros da sociedade civil e do meio empresarial.

Aderir aos ODM passou a ser, em certa medida, ação de responsabilidade social, de defesa da cidadania e dos direitos civis elementares.

Diante desse quadro, tende-se a enxergar os ODM como unanimidade. Afinal, eles propõem o que todos parecem enxergar como indispensável para uma vida melhor no planeta. Essa unanimidade, porém, é apenas aparente. Há vozes discordantes, que expõem preocupações cabíveis, em maior ou menor grau. Cabe mencionar algumas.

Uma das críticas refere-se à improbabilidade de que se cumpram os objetivos até 2015. Nas condições e no ritmo atual, cumpri-los parece inexeqüível. A África subsaariana, por exemplo, pode até retroceder. Pesquisadores do Centro para o Desenvolvimento Global (CGD, na sigla em inglês) alertam para o fato de que, se não houver mudanças radicais, “o número de africanos vivendo na pobreza pode, na verdade, aumentar, enquanto mais de duas dúzias de países africanos podem nem sequer atingir 50% de conclusão do ensino fundamental em tempo”.

Também se chama a atenção para a falta de vontade política de governantes que dão pouca importância aos ODM, já que, muitas vezes, se trata de compromissos assumidos em governos anteriores. O apoio desses governantes seria apenas protocolar. Comprova-se, assim, o fato de que os ODM nem sempre se convertem em políticas de Estado, mas apenas em transitórias políticas de governo e, em alguns casos, somente em política de um ministro, portanto sem sustentabilidade em longo prazo.

Samir Amin chama a atenção para o fato de que reduzir a pobreza extrema e a fome pela metade não passará de ilusão “enquanto as políticas que geram a pobreza não forem analisadas e denunciadas e alternativas propostas”. Outra crítica salienta que, sem real interesse na erradicação de conflitos armados, os ODM perdem o sentido, uma vez que nações economicamente mais ricas, e até mesmo pobres, despendem muito mais recursos em guerras do que no combate à fome, à miséria e às doenças.

Crítica conclusiva alerta para o risco de os ODM converterem êxitos reais em fracassos imaginários. Pesquisadores do CGD dão um bom exemplo e indagam: Burkina Faso tem taxa de matrícula no ensino fundamental entre 40% e 45%. Se uma boa gestão, considerável ajuda internacional e outros tipos de comprometimento com a causa permitissem a Burkina Faso atingir, até 2015, 60% na taxa de matrícula do ensino fundamental, isso deveria ser considerado sucesso ou fracasso? Para eles, em vista dos padrões históricos do país, isso deveria ser considerado grande sucesso, mas, no âmbito dos ODM, a conquista seria vista como fracasso, pois estaria ainda aquém da meta.

Críticas e indagações avolumam-se, e a ONU provavelmente tem resposta para a maioria delas. Mas nem por isso elas merecem descaso. Afinal, a experiência tem demonstrado que não bastam conferências, cúpulas, acordos. É preciso vontade política, além de mobilização social e consenso mínimo sobre as prioridades de cada nação, de cada país do globo. Uma agenda comum é bem-vinda. Uma visão humanitária consensual parece imprescindível. O problema está em como avançar e em como superar e transcender interesses político-econômicos imediatos em prol do desenvolvimento humano. Fica o desafio: seriam os ODM apenas sonhos destinados a morrer no papel ou podem, apesar das limitações, servir de estímulo para a formulação de políticas de Estado que levem em conta as reais necessidades de cada povo e a participação de todos tanto na formulação quanto na implementação dessas políticas?

Sociedade discute estímulo Fiscal para Projetos Ambientais

Discutir mecanismos de estímulo fiscal para pessoas físicas e jurídicas interessadas em fomentar projetos de conservação ambiental e o uso sustentável de recursos naturais é o objetivo do seminário “Ação pelo IR Ecológico – A Natureza Merece esse Estímulo”. Organizado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara dos Deputados,o evento acontece entre 6 e 7 de junho. Proposto pelo Grupo de Trabalho (GT) IR Ecológico, que reúne ONGs e empresas, o tema é discutido desde julho 2005.

Inicialmente, foram analisadas as melhores alternativas, com base em projetos de lei que já tramitam no Congresso Nacional. A proposta poderá ampliar os canais de financiamento para projetos ambientais geridos por ONGs nacionais. Atualmente, no Brasil, o ICMS Ecológico é o único mecanismo existente de incentivo fiscal para ações de conservação ambiental.

“Criar o Imposto de Renda (IR) Ecológico seria uma ação inovadora nas leis de incentivo fiscal no Brasil. Além de dar uma nova dinâmica para as ONGs nacionais comprometidas com o meio ambiente, a lei seria essencial para ampliar ações de conservação da biodiversidade brasileira”, afirma o Presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil, Álvaro de Souza, explicando que o IR Ecológico abriria novos canais de financiamento para organizações que encontram dificuldades de recursos para desenvolver ações de cunho ambiental. Como já acontece nas áreas de cultura e responsabilidade social, a proposta estuda a possibilidade de o financiador de projetos ambientais obter deduções no imposto de renda (IR).

“Pessoas físicas e jurídicas teriam a possibilidade de destinar parte do IR devido para ações ambientais. Trata-se, portanto, de recursos públicos que seriam destinados para complementar a implementação de políticas públicas na área”, diz a Assessora Jurídica do WWF-Brasil e Coordenadora do GT IR Ecológico, Geórgia Pessoa.

Composto por quatro mesas e uma plenária final, o seminário irá abordar temas como estímulos tributários no Brasil e experiências bem sucedidas de incentivos fiscais para a área cultural e de meio ambiente. Nesse caso, serão debatidos estímulos como o ICMS Ecológico, já adotado por 10 estados brasileiros, o apoio à criação de RPPNs (Reservas Particulares do Patrimônio Natural) e os Fundos Ambientais. Também serão realizadas análises de mecanismos tributários para estimular a área ambiental no Brasil e de projetos que já tramitam no Congresso Nacional, e podem incorporar as propostas do GT IR Ecológico.
Aberto para todos os interessados, a programação completa e a inscrição no evento estão disponíveis no site da Câmara dos Deputados: www.camara.gov.br