29.3.06

Parcerias ajudam a reduzir custos das ações sociais

O relacionamento entre empresas e fornecedores pode gerar também ações sociais comuns. Exemplo disso é a parceria entre Natura, Companhia Suzano de Papel e Celulose e Gráfica Globo Cochrane, que produziram, só no primeiro semestre de 2005, 70 mil cadernos. O material foi distribuído para alunos o programa de Educação de Jovens e Adultos (Eja) com mais de 15 anos que não concluíram ainda o ensino fundamental. A decisão da Natura, de incentivar suas 450 mil consultoras a localizar jovens e adultos com o fundamental incompleto, deu início à ação. A parceria se completou com a Sercom, empresa de call center que centralizou as escolas de cada cidade que disponibilizam os cursos para a clientela do EJA.

O outro desafio foi imprimir os cadernos que a Natura enviaria para os alunos como forma de incentivo a quem decidisse freqüentar novamente a escola. 'A Globo Cochrane entrou no circuito', conta Nelmara Arbex, gerente de responsabilidade social corporativa da Natura. O caderno personalizado que a Natura idealizara custava quatro vezes mais, segundo os cálculos da Globo Cochrane. 'Juntos, a Natura e a Cochrane batemos na porta da Suzano, que ofereceu o papel, e o custo do caderno ficou infinitamente menor', lembra Nelmara. 'Os custos foram rateados entre os parceiros'.

Consumidora do papel Reciclato da Suzano, com o qual faz impressos e material de divulgação, a Natura sabia que contaria com a parceria nessa empreitada. 'Nosso relacionamento é praticamente diário', confirma César Mendes, gerente do departamento de produto da Suzano. Do relacionamento comercial para a parceria social foi um pulo. 'É muito fácil aproximar parceiros com os mesmos objetivos e crenças', diz Mendes. 'Unimos esforços, dividimos tarefas e a divulgação das nossas marcas se multiplicou em milhares de cadernos pelo Brasil inteiro'.

Para distribuir o material, a Natura contou com a parceria das transportadoras contratadas e encarregadas de levar as encomendas da empresa para as consultoras em praticamente todas as cidades do país. 'As caixas contendo os cadernos foram transportadas nos mesmos caminhões com os produtos das consultoras sem que as transportadoras cobrassem um centavo a mais', conta Nelmara.

O relacionamento entre empresas e fornecedores pode gerar também ações sociais comuns. Exemplo disso é a parceria entre Natura, Companhia Suzano de Papel e Celulose e Gráfica Globo Cochrane, que produziram, só no primeiro semestre de 2005, 70 mil cadernos. O material foi distribuído para alunos o programa de Educação de Jovens e Adultos (Eja) com mais de 15 anos que não concluíram ainda o ensino fundamental. A decisão da Natura, de incentivar suas 450 mil consultoras a localizar jovens e adultos com o fundamental incompleto, deu início à ação. A parceria se completou com a Sercom, empresa de call center que centralizou as escolas de cada cidade que disponibilizam os cursos para a clientela do EJA.

O outro desafio foi imprimir os cadernos que a Natura enviaria para os alunos como forma de incentivo a quem decidisse freqüentar novamente a escola. 'A Globo Cochrane entrou no circuito', conta Nelmara Arbex, gerente de responsabilidade social corporativa da Natura. O caderno personalizado que a Natura idealizara custava quatro vezes mais, segundo os cálculos da Globo Cochrane. 'Juntos, a Natura e a Cochrane batemos na porta da Suzano, que ofereceu o papel, e o custo do caderno ficou infinitamente menor', lembra Nelmara. 'Os custos foram rateados entre os parceiros'.

Consumidora do papel Reciclato da Suzano, com o qual faz impressos e material de divulgação, a Natura sabia que contaria com a parceria nessa empreitada. 'Nosso relacionamento é praticamente diário', confirma César Mendes, gerente do departamento de produto da Suzano. Do relacionamento comercial para a parceria social foi um pulo. 'É muito fácil aproximar parceiros com os mesmos objetivos e crenças', diz Mendes. 'Unimos esforços, dividimos tarefas e a divulgação das nossas marcas se multiplicou em milhares de cadernos pelo Brasil inteiro'.

Para distribuir o material, a Natura contou com a parceria das transportadoras contratadas e encarregadas de levar as encomendas da empresa para as consultoras em praticamente todas as cidades do país. 'As caixas contendo os cadernos foram transportadas nos mesmos caminhões com os produtos das consultoras sem que as transportadoras cobrassem um centavo a mais', conta Nelmara.

Percepções sobre o Jogo e o Brincar

No próximo mês o SESC Consolação sediará uma série de conferências relacionadas ao brincar e à brincadeira. Dia 4 de abril, terça-feira, às 19h30, "A Cultura do Brincar e a Percepção", com Adriana Friedmann e "O Senhor do Jogo", com João Batista Freire. Mediação de Lino de Macedo; dia 5 de abril, quarta-feira, às 19h30, "Espaços de Brincar", mesa redonda com Nylse Cunha, Maria Amélia Pereira e Doutores da Alegria, mediação de Paulo de Salles Oliveira; "Brincar em Casa", bate-papo sobre importância do brincar e formas de interação entre pais e filhos. Com Paula Ruggiero, no dia 25 de abril, às 19h30 e no dia 26 de abril, quarta-feira, também às 19h30, "Conferência Internacional - A Violência em Jogo" - Verdades e mitos acerca das armas de brinquedo, jogos eletrônicos, histórias em quadrinhos e seriados de TV. Com Gerard Jones/EUA. Mediação da ABRINQ. Todos os eventos são gratuitos e as senhas deverão ser retiradas com 30 minutos de antecedência.

Bolsas de estudo de mestrado e doutorado da Fundação Ford

A Fundação Ford e a Fundação Carlos Chagas anunciam a Seleção Brasil 2006 do Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford (International Fellowships Program - IFP). Trata-se de um programa de ação afirmativa que oferece 46 bolsas de mestrado (por até 24 meses) e de doutorado (por até 36 meses) para cursos no Brasil e no exterior. As inscrições estão abertas até o dia 22 de maio. Mais informações pelo telefone 3722-4404, pelo e-mail programabolsa@fcc.org.br ou no site www.programabolsa.org.br

Casa do Menino Jesus de Praga, em Porto Alegre, recebe hoje o ISO 9001

Crianças que não falam, não caminham e passam boa parte do dia sobre uma cama ou uma cadeira de rodas desfrutam, em Porto Alegre, o privilégio de contar com uma instituição de excelência. A qualidade da Casa do Menino Jesus de Praga, antes atestada por sorrisos que contagiam qualquer visitante, agora tem uma chancela oficial. Hoje, às 8h30min, o estabelecimento receberá a certificação ISO 9001.

Éo reconhecimento ao trabalho de 45 profissionais e 84 voluntários. Eles servem a uma entidade que há 22 anos presta não só um atendimento de alta especialização a pacientes com graves lesões cerebrais, mas também exercita a solidariedade.

Mantida por doações vindas da população (80% do orçamento) e por verbas públicas (20%), a Menino Jesus de Praga oferece um ambiente de estímulo a crianças com deficiências motoras permanentes. Entre os 40 atendidos, o único que consegue falar é um menino de seis anos. Abandonado pelos pais, ele se expressa com desenvoltura e, de cadeira de rodas, freqüenta a 1ª série em escola estadual.

- Ele foi deixado pela família em um hospital, aos dois anos, e suas atitudes eram de quem tinha retardo mental, mas a causa era exclusivamente emocional - disse a diretora de atendimento, Lorena Lattuada.

O garoto não falava porque ninguém o ensinara a falar. Depois de se sentir integrado, ele desenvolveu a comunicação. A alegria dele e dos outros pacientes é benéfica também para seus anjos-da-guarda.

- Não consigo ficar longe deles. Aos fins de semana, morro de saudade - disse Mariana Brutto de Pinto, 23 anos, estagiária de Fisioterapia há um ano na Casa, situada na Rua Nelson Zang, 285, no bairro Intercap, zona leste da Capital.

Estudante da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), Mariana renovou seu contrato pela terceira vez. O empenho de pessoas como ela foi decisivo para obter a certificação ISO 9001, a ser entregue hoje, às 8h30min, no Novotel (Avenida Soledade, 575), pelo auditor e representante da Deutsche Gesellschaft zur Zertifizierung, empresa responsável pela verificação do sistema de gestão da instituição.

Para chegar lá, foram 3 mil horas de treinamento de profissionais e implantação de novos processos. A batalha para obter a distinção começou em 2002, sob a consultoria da empresa Lucem. O presidente da instituição, Adílio Schneider Finger, resumiu o significado de receber o ISO 9001:

- Com a certificação, queremos mostrar para a sociedade onde e como é empregado o dinheiro. Assim, ela pode perceber as nossas premissas e nos ajudar com mais doações.

Crianças e adolescentes orientam suas mães

Pela capacidade de provocar mudanças de hábitos nas famílias, crianças e adolescentes formam o grupo mais importante de agentes de transformação social. Foi pensando nisso que o Instituto Se Toque assinou uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação para a realização de uma série de atividades voltadas aos alunos de 5ª a 8ª séries.

O trabalho também começa a atingir o público dos Centros Educacionais Unificados (CEUs). Cada uma das 21 unidades receberá um espetáculo de dança e música. Os alunos também vão participar de palestras e cada um receberá um "colar da vida".

"As crianças vão nos ajudar a orientar as mães e, no futuro, a cuidar delas mesmas. São ótimos influenciadores", justifica Monica Serra. A primeira experiência aconteceu no CEU de São Mateus, onde foi aplicado um questionário às mulheres da comunidade. O objetivo era avaliar as chances de cada uma delas desenvolver o câncer de mama. "A partir dos resultados, as mulheres foram encaminhadas para fazer exames. Agora, o trabalho continua, duas vezes por semana", conta José Valdene, gestor do CEU.

Segundo ele, as mulheres receberam muito bem a proposta instituto e engajaram-se na campanha. "Foi muito importante chamar a atenção delas para o problema, dizendo que a vida está literalmente nas nossas mãos."

23.3.06

Summus lança livro sobre a história do Terceiro Setor

- Obra apresenta ferramentas básicas para quem atua na área

Estudos recentes apontam que o Brasil possui entre seis e 23 mil organizações consideradas do terceiro setor. Cerca de 2% da população atua na área, direta ou indiretamente. Mas, afinal, o que é este segmento e como uma organização que pertence a ele pode agir de forma eficiente e eficaz? Para refletir sobre o tema, Antonio Carlos Carneiro de Albuquerque lançou mão de toda sua experiência e reuniu informações valiosas no livro Terceiro setor - História e gestão de organizações, lançado pela Summus Editorial.

Para o autor, o grande desafio do terceiro setor é inserir o tema nas disciplinas clássicas, promovendo o diálogo entre diversas áreas de conhecimento e construindo bases teóricas mais sólidas sobre o assunto. "Esse descompasso entre a necessidade de produção de conhecimento teórico e a profissionalização é mais evidente quando se percebe a importância desse segmento", diz Albuquerque. O aprimoramento das organizações e de seus funcionários ou voluntários, segundo ele, se torna cada vez mais necessário para garantir um melhor funcionamento das organizações e de seus projetos.

Com base nessa constatação, o autor faz uma análise histórica e conceitual do terceiro setor no Brasil e na América Latina e apresenta informações e ferramentas básicas para que uma organização possa agir de forma eficiente e eficaz no desempenho de suas atividades. Albuquerque dedica parte da obra à gestão de organizações, ponto que considera estratégico para o bom funcionamento e cumprimento da missão e dos objetivos do setor.

Com 152 páginas, a obra é dividida em quatro partes. Na primeira, o leitor tem uma visão geral das organizações não-governamentais e dos desafios que elas enfrentam. Também fica a par de conceitos jurídicos importantes na área e das formas de financiamento mais adequadas para cada caso. Em seguida, o livro trata de aspectos práticos do gerenciamento: definição de missão, objetivos, atividades, planejamento e análise do contexto em que a organização se insere e dos projetos a que se dedica.
A terceira parte aborda a gestão de recursos humanos, financeiros e materiais, além de explicar a captação e o planejamento de marketing. Por fim, são apresentados os conceitos e as diferentes metodologias de monitoramento e avaliação de projetos sociais. Nos anexos, há um roteiro imprescindível para auxiliar a elaboração de projetos.

O autor
Antonio Carlos Carneiro de Albuquerque é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em Estudos Internacionais para o Desenvolvimento pela Universidade Autônoma de Barcelona. É doutorando em Ambiente e Sociedade no Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atuando há oito anos na área de planejamento e avaliação de programas do terceiro setor, coordenou projetos e consultorias em diferentes áreas, trabalhando inclusive com ONGs internacionais do Canadá, da Suécia e da Itália.

21.3.06

Gerar empregos é o melhor projeto social

'É melhor ensinar a pescar do que dar o peixe'. O ditado é velho, mas traduz com precisão a nova consciência de quem pensa a responsabilidade social no Brasil. Grandes e pequenas empresas já perceberam que não basta dedicar esforços ao mero assistencialismo, esteja ele voltado a suprir necessidades imediatas ou a estratégias de marketing. Embora seja sempre positiva, a doação de dinheiro, alimentos ou quaisquer outros recursos materiais merece ser vista com cautela. De preferência, como postura emergencial, em situações específicas.

O que importa de fato é garantir aos cidadãos carentes uma oportunidade. E para isso, o principal caminho, talvez único, é a geração de empregos. Não há assistencialismo que resista a um cenário de pessoas sem ocupação e sem perspectiva de enfrentar o presente e construir o futuro. Tal preocupação já rende iniciativas, dos setores público e privado, no sentido de ampliar ações sociais que tenham como finalidade a abertura de novas vagas de trabalho.

Uma das mais recentes é a Lei do Aprendiz (número 10.097/2000), regulamentada pelo presidente da República no último mês de dezembro. Trata-se de um mecanismo idealizado para facilitar o ingresso do jovem no mercado de trabalho, pressupondo capacitação técnica, formação profissional e desenvolvimento pessoal de quem tem entre 14 e 24 anos. É uma iniciativa cujo sucesso depende essencialmente da colaboração da iniciativa privada. O movimento, que já recebeu a adesão de muitas associações e empresas dispostas a estabelecer parcerias e ações conjuntas, desponta como o compromisso social para este ano.

Para aderir a esta ou a outras causas sociais, no entanto, o empresariado precisa levar a sério o conceito de responsabilidade social. Não se trata de desenvolver determinado projeto como estratégia publicitária ou instrumento para gerar mídia, mas sim de algo que exige comprometimento com a sociedade. O marketing social pode até ser uma conseqüência indireta, mas jamais pode ser encarado como finalidade.

Isso tem a ver com a percepção do próprio consumidor, que já não vê com bons olhos qualquer tipo de ação desenvolvida apenas para melhorar a credibilidade de uma organização ou entidade. Algo está errado, deve pensar o cliente, quando a empresa aparece com mais destaque do que o projeto social em si. Tal inversão de valores acaba por produzir um marketing às avessas, tornando inevitável o desgaste na imagem corporativa. Cabe o bom senso de permitir ao consumidor concluir se é positivo ou não este engajamento social.

O objetivo é gerar empregos, mas tão importante quanto essa definição é a filosofia que alimenta o projeto. O que leva a empresa a seguir este ou aquele caminho? Que comunidade será beneficiada? Como será a participação do público interno? As respostas devem estar condicionadas à missão e aos valores da própria organização benfeitora. E, acima de tudo, não se deve levar em conta apenas a visibilidade, mas essencialmente o alcance solidário de qualquer atividade no Terceiro Setor.

Por fim, o planejamento estratégico. Como em qualquer outra iniciativa tomada no mundo corporativo, precisa haver uma gestão competente para o êxito da empreitada. O projeto social precisa estar conectado às práticas internas e externas. Como tal, exige programação e seqüência. Não basta somente promover cursos, oferecer uma vaga de estágio ou mesmo um primeiro emprego. É preciso pensar na formação profissional e até mesmo em um plano de carreira para que o jovem consiga desenvolver seu potencial. Sem isso, não se chega a lugar algum.

Gerar empregos duradouros é o caminho para alcançarmos uma realidade mais digna. Um país justo não surgirá à base de assistencialismo; somente será possível quando as pessoas tiverem condições de buscar o próprio sustento e construir o próprio futuro.

*Claudio Tieghi é diretor de relacionamento da AFRAS
(Associação Franquia Solidária), entidade responsável
por organizar, estimular e difundir práticas de
responsabilidade social no franchising.
E-mail: social@abf.com.br

BNB disponibiliza R$ 210 Mil para apoio a projetos artísticos de funcionários da ativa e aposentados

É o Programa Cultura da Gente - uma ação de desenvolvimento humano e responsabilidade social corporativa do Banco do Nordeste

O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) está disponibilizando um montante de R$ 210 mil para apoio a projetos artísticos desenvolvidos por seus funcionários da ativa e aposentados. É o Programa Cultura da Gente - uma ação de desenvolvimento humano e responsabilidade social corporativa do BNB.
O Programa apoiará projetos individuais ou coletivos, de autoria ou co-autoria de funcionários e aposentados da instituição, até o valor de R$ 7 mil, nas áreas de música, artes cênicas, audiovisual, artes visuais, literatura e cultura popular.

Lista de contemplados sai no dia do 54º aniversário do BNB
O prazo final de inscrição é 15 de maio deste ano. A lista de projetos contemplados será divulgada na data do 54º aniversário de criação do BNB - 19 de julho de 2006.
O Programa Cultura da Gente é uma iniciativa dos Ambientes de Comunicação Social, de Gestão da Cultura e de Desenvolvimento Humano, em conjunto com o Projeto de Responsabilidade Social Empresarial do BNB.
Trata-se de uma ação que espelha internamente e está alinhada aos preceitos do Programa BNB de Cultura - uma linha externa de patrocínio direto do Banco do Nordeste, que no biênio 2005/2006 está destinando recursos da ordem de R$ 4 milhões, para apoio à produção e difusão da cultura nordestina, mediante seleção pública de projetos, nas áreas de música, artes cênicas, audiovisual, artes visuais e artes cênicas.

Critérios e objetivos do Programa
Para seleção dos projetos a serem selecionados pelo Programa Cultura da Gente, serão considerados os seguintes critérios: qualidade artística; atendimento de interesse coletivo da comunidade; coerência com o tema proposto para o projeto; formação ou aperfeiçoamento profissional; viabilidade físico-financeira; e potencialidade de consolidação da imagem do BNB junto à sociedade.
São objetivos do Programa Cultura da Gente: elevar e motivar a auto-estima e o auto-desenvolvimento dos funcionários da ativa e aposentados do BNB; estimular e valorizar as atividades dos funcionários da ativa e aposentados do BNB, em diferentes áreas da arte e da cultura; divulgar os valores e os talentos artístico-culturais da instituição; promover ações de responsabilidade social corporativa, integrando a instituição e os seus funcionários; promover a cultura como vertente de desenvolvimento institucional; apoiar prioritariamente a realização de projetos culturais que estão fora da evidência do mercado e que também possam contemplar a cultura popular nordestina; consolidar a imagem do BNB como empresa socialmente responsável, atuando no processo de patrocínio cultural de forma profissional e ética, visando ao desenvolvimento sustentável da cultura nordestina.

Destinação dos recursos
O Banco do Nordeste informa que os recursos somente serão destinados ao pagamento a fornecedores terceirizados na aquisição de insumos e/ou contratação de serviços aos projetos selecionados.
Também não serão pagos cachês artísticos ou quaisquer outros tipos de remuneração, aos serviços realizados pelos proponentes ou por quaisquer outros integrantes do projeto, quer sejam funcionários da ativa ou aposentados do BNB.

ENTREVISTAS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
Maurício Lima (gerente de Comunicação Social do BNB) - (85) 3299.3083 / 3299.3729 - mauriciol@bnb.gov.br
Henilton Menezes (gerente de Gestão da Cultura do BNB) - (85) 3464.3109 / 9944.4357 - henilton@bnb.gov.br
Luiza Barbosa (gerente de Desenvolvimento Humano do BNB) - (85) 3299.3091 / 3299.3090 - mluiza@bnb.gov.br
Edgar Fontenele (gerente de Responsabilidade Social Empresarial do BNB) - (85) 3299.3031 - edgar@bnb.gov.br
Luciano Sá (assessor de imprensa do Centro Cultural Banco do Nordeste) - (85) 9117.1234 / 3464.3196 - lucianoms@bnb.gov.br

16.3.06

Bird: igualdade fará Brasil crescer mais

O economista-chefe do Banco Mundial (Bird), François Bourguignon, defendeu dia 13, no Rio, a adoção de políticas que aumentem a igualdade de oportunidades entre as pessoas (eqüidade) como instrumento de justiça social e de promoção do crescimento econômico. Esta é, segundo ele, uma das principais conclusões do Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2006, do Bird, segundo o qual 20% da desigualdade social no Brasil decorrem de fatores fora do controle do cidadão, como escolaridade e profissão dos pais, raça e local de nascimento.

— Uma sociedade em que muitos não têm acesso à educação, ao crédito etc. não pode alcançar o seu potencial econômico — disse Bourguignon, na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O economista do Ipea Ricardo Paes de Barros também apresentou estudo mostrando que 24% da queda da desigualdade no Brasil, entre 2001 e 2004, foram proporcionados pelo Bolsa Família e outros programas de transferência de renda. Já a educação teria contribuído com apenas 12%.

— O Bolsa Família tem efeito positivo imediato. Representa também um investimento no acúmulo de capital humano, especialmente das crianças, por meio da educação. Por isso, podemos esperar que contribua para reduzir a desigualdade futura no mercado de trabalho — disse Bourguignon.

Segundo Paes de Barros, a desigualdade no mercado de trabalho explica a maior parcela do problema no Brasil, onde o índice permaneceu alto nos últimos 20 anos, começando a declinar em 2001. Mas o país precisaria repetir a mesma trajetória de queda dos últimos três anos, por 20 anos, para chegar à média mundial de desigualdade.

Nobel: retorno é alto com investimento na infância

Em Porto Alegre, o prêmio Nobel de Economia de 2000, James Heckman, disse que o país que investe na primeira infância pode ter um acréscimo de 0,2 a 0,3 ponto percentual ao ano no Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao que não faz esse investimento. O retorno do investimento em crianças de famílias carentes atinge 18% ao ano.

— Quanto mais cedo começar o programa para a primeira infância, melhor será o impacto social, seja na redução da violência, na questão do emprego ou da gravidez precoce.

Incentivo a projetos sociais e ao voluntariado

A rede Wal-Mart realiza este ano a 6ª edição do Prêmio Voluntariado em reconhecimento aos funcionários do grupo que participam de projetos sociais. Serão cerca de R$ 50 mil em prêmios. Um júri com representantes do Terceiro Setor avaliará os trabalhos. O vencedor nacional receberá R$ 8 mil para repassar ao projeto em que é voluntário. Os projetos dos Estados receberão R$ 2,5 mil cada. www.wal-martbrasil.com.br.

Incentivo a projetos inovadores

A Ashoka e a McKinsey & Company estão com inscrições abertas para o Prêmio Empreendedor Social Ashoka - McKinsey 2006. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de conceitos de negócios inovadores e capacitar organizações, aliando sustentabilidade, receita e impacto social.

Três planos de negócio receberão prêmios em um total de R$ 90 mil.

Inscrições até dia 28 de abril pelo site www.empreendedorsocial.org.br.

Projeto vai desenvolver economia solidária em comunidades carentes

Com o propósito de gerar trabalho e renda em comunidades pobres com poucos empregos formais, o Ministério do Trabalho e Emprego lançou terça-feira (14) o Projeto de Promoção de Desenvolvimento Local e Economia Solidária.

Até sexta-feira (17), serão formados 251 agentes de desenvolvimento solidário que serão responsáveis por incentivar esse tipo de prática nas comunidades.
O programa deverá atender, até fevereiro de 2007, agentes de municípios de 26 Estados e do Distrito Federal. O público-alvo são as comunidades quilombolas, indígenas e de mulheres, jovens, catadores, trabalhadores desempregados, da agricultura familiar e do turismo sustentável.

"Os agentes de desenvolvimento são pessoas das próprias comunidades, dos próprios segmentos que estão sendo beneficiados com projetos. Eles são capacitados e recebem uma remuneração [R$ 400] para desenvolver uma atividade de apoio e fomento à organização de empreendimentos coletivos solidários", explicou o diretor da Secretaria Nacional de Economia Solidária, Dione Manetti.

Um levantamento da Secretaria indica que existem em todo o país cerca de 15 mil empreendimentos econômicos solidários, reunindo 1,2 milhão de trabalhadores. A região Nordeste abriga a maioria dos empreendimentos (44%), seguida pelas regiões Sul (17%), Sudeste (14%), Norte (13%) e Centro-Oeste (12%).

As associações representam 54,4% dos empreendimentos solidários. Em seguida, vêm os grupos sem formalização, com 32,38% dos casos, e as cooperativas, com 10,69%. As áreas escolhidas para os empreendimentos são agricultura e pecuária (64%), atividades têxteis, confecções, calçados e artesanato (21%), prestação de serviço (14%) e alimentação (13%).

15.3.06

Lançado prêmio para estimular leitura e formação de professores

Serão oferecidas bolsas de estudo no valor de R$ 30 mil

A Fundação Itaú Social lançou dia 13 a terceira edição do prêmio “Escrevendo o Futuro”, dirigido a professores e alunos da 4ª e 5ª séries do ensino fundamental das escolas públicas de todo o país. O prêmio vai selecionar textos escritos pelos alunos em forma de poesia, artigo de opinião ou memória sob o tema “O Lugar Onde Vivo”.

Os autores dos três melhores textos ganharão bolsas de estudos para o ensino superior, no valor de R$ 30 mil. Criado em 2002, o prêmio tem como objetivos estimular a leitura por parte dos alunos e melhorar a formação dos professores de língua portuguesa.

A Fundação Itaú Social espera a participação de 15 mil a 20 mil escolas. As inscrições estão abertas até o dia 8 de maio. As fichas podem ser retiradas nas agências do Itaú ou pela internet nos sites : www.escrevendoofuturo.org. br, www.fundacaotausocial.org.br e www. cenpec.org.br.

Campinas tem nova agência do Banco da Mulher

A Prefeitura de Campinas inaugura hoje, oficialmente, a Agência Central do Banco Popular da Mulher e as novas instalações do Procon Campinas. Ambos atendem em novo endereço: na avenida Francisco Glicério, 1.307. A solenidade de inauguração do Banco integra a programação do mês de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Na última quinta-feira, o prefeito Hélio de Oliveira Santos inaugurou as agências Campo Grande e Ouro Verde, nas regiões noroeste e sudoeste da cidade, respectivamente.

Inovador no sentido de apoiar as mulheres empreendedoras que pretendem iniciar ou expandir seu próprio negócio, o Banco tem um trabalho integrado com outros programas da área social caracterizado pela política de atenção à família, à profissionalização e às cooperativas. Esta política de microcrédito da Prefeitura foi implementada pela Secretaria Municipal de Cidadania, Trabalho, Assistência e Inclusão Social (SMCTAIS) e tem como meta a auto-suficiência das famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

O Banco Popular da Mulher é uma instituição financeira municipal, com recursos em torno de R$ 1,8 milhão, implantada com objetivo fundamental de democratizar o crédito e reduzir as desigualdades de renda que marcam a sociedade, direcionado às camadas da população que garantam maiores taxas de retorno social e não retorno financeiro.

Curso sobre inclusão social de pessoas com deficiência

Rio de Janeiro - O Instituto Helena Antipoff, vinculado à Secretaria Municipal de Educação, promoverá, de 9 de abril a 15 de setembro, o III Curso de Aperfeiçoamento de Cuidadores e Gerentes de Trabalho para Pessoas Portadoras de Deficiência. O objetivo é capacitar pessoas interessadas em desenvolver programas de inclusão social em moradias, locais de trabalho, recreação, lazer e integração comunitária.

O evento faz parte do Programa Integrando da Academia Brasileira de Ciências e, conta com a parceria da Uerj, Instituto Brasileiro de Defesa da Pessoa Portadora de Deficiência, Senac-Rio e American Institutes for Research. São 30 vagas e os interessados devem ter, no mínimo o segundo grau completo. Mais informações pelo telefone (21) 3907-8140 e pela internet (www.integrando.org.br) .

Programa da ESPN abrange mais cidades

A Caravana do Esporte, programa e iniciativa social do canal esportivo ESPN Brasil, lança sua próxima edição na próxima segunda-feira. Em 2005, a iniciativa levou atletas para dez municípios com baixo IDH do interior do País, com o objetivo de promover a inclusão social das comunidades. Neste ano, serão mais 8 municípios, e a meta será atender a 12 mil crianças. A iniciativa é uma parceria do canal com o Instituto Vivo, a Unicef e o Instituto Esporte e Educação.

Prêmio Balanço Social divulga regulamento e apresenta novidades

Estão abertas as inscrições para a quinta edição do Prêmio Balanço Social - Aberje, Apimec, Ethos, Fides, Ibase. As empresas interessadas têm até 20 de julho para enviar seus trabalhos e o regulamento está disponível no site do evento: www.premiobalancosocial.org.br. As cinco entidades pretendem, com a iniciativa, estimular a produção e a publicação de balanços sociais das corporações.

Para tornar mais transparente o processo de premiação, a Comissão Realizadora incluiu no regulamento deste ano alterações substanciais e o julgamento será realizado em duas etapas. Na primeira, a Comissão Julgadora, formada por 25 entidades especialistas em áreas da responsabilidade social, elegerá os finalistas. Na etapa seguinte, as empresas classificadas irão participar de uma audiência pública virtual e outra presencial. Os trabalhos estarão disponíveis durante dez dias no site do prêmio e, após esse período, haverá apresentação e defesa para o júri. Todo o processo será auditado pela BDO Trevisan Auditores Independentes.

Na avaliação, serão levados em conta critérios como existência de governança corporativa, concessão de benefícios não obrigatórios ao público interno e externo, investimento em meio ambiente, adoção de modelos de balanço, apresentação da DVA (Demonstração do Valor Adicionado) e natureza do produto fabricado. As empresas concorrem nas categorias Micro e Pequena Empresa, Média Empresa e Grande Empresa por setor de atividade (Financeiro, Comércios e Serviços, Indústria e Agronegócios).

'Além de permitir o planejamento, a avaliação e o aperfeiçoamento das atividades, o instrumento promove a transparência das ações e cria um canal de comunicação e diálogo entre empresas e sociedade', afirma Paulo Nassar, diretor-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE).

A Capital Social Instituto de Pesquisa, Desenvolvimento e Fortalecimento das Ações Sociais (www.responsabilidadesocial.org.br) apoia a adoção de Balanço Social pelas empresas, para isso ela oferece assessoria e consultoria na elaboração deste importante documento, Leandro Oliveira, diretor-presidente, acredita que "a base de sustentação das organizações do futuro somente serão alcançadas através do equilibrio entre as questões econômicas e sociais".

Escritores afirmam que inclusão social pela leitura começa em casa

A primeira porta que deve ser aberta para inclusão social pela leitura não é a da sala de aula, mas sim a de casa. Esta foi a lição exposta pelos escritores Ziraldo, Pedro Bandeira e Toni Brandão, na tarde deste domingo, na 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Parque Anhembi. Na palestra, que lotou o Salão de Idéias, eles defenderam que a questão de leitura é mais emocional do que social:

""Educação não é um problema de escola, é de família. A escola é coadjuvante"", afirmou Bandeira.

Além de ressaltar a importância das histórias contadas pelos pais na formação do imaginário infantil, o autor enfatizou que o hábito da leitura não depende da classe social:

""Não é riqueza. Eu tive uma coisa chamada colo"", afirmou.

""O leitor deve ser formado a partir do berço"", completou Brandão.

Para Ziraldo, é preciso naturalizar o hábito da leitura e ensiná-lo como uma função orgânica. E não como uma imposição.

""O menino da favela tem que chegar aos dez anos sabendo ler como se respira. Assim, ele mesmo vai se incluir"".

O autor reivindicou uma política eficiente de biblioteca pública no Brasil e sugeriu a criação de uma nova matéria no currículo escolar: 'Gostar de ler.'

""Precisamos transformar os anos fundamentais só em leitura e escrita. Repetência é um problema da sociedade"".

Outra questão apontada foi como a internet está influenciando na formação dos novos leitores. Para Brandão, a facilidade de acesso à informação não é a causa do baixo índice de leitura entre as crianças.

""Não tenhamos medo do novo. Tudo depende do uso que fazemos da coisa"".

Já Ziraldo acredita na sobrevivência do livro diante da expansão dos meios de comunicação digital. Mas nem todos os ícones da cultura do impresso vão resistir:

""O dicionário está morto. A Internet vai substituir"".

Discordâncias à parte, Pedro Bandeira aproveitou ainda para criticar a estrutura da Bienal, que, segundo o autor, não é mais lugar para comprar livros:

"" Aqui temos diversão, lanches e personagens. As pessoas saem com sacolas e nenhum livro. A Bienal está se tornando um parque de diversões"".

13.3.06

HSBC Bank Brasil abre inscrição para apoio a projetos que busquem a geração de renda para jovens e mulheres

O HSBC Bank Brasil publicou essa semana dois editais para apoio a projetos de Responsabilidade Social em todo país. Os focos a serem trabalhados são a "geração de renda para jovens e mulheres" e projetos aprovados pelos Conselhos Municipais ou Estaduais dos Direitos da Infância e da Adolescência.

A iniciativa da instituição de atuar junto a jovens e mulheres foi motivada pela constatação que sem renda não há cidadania de que esses segmentos são os mais afetados pelo desemprego no país. A ação objetiva, assim, incentivar a geração de renda, o empreendedorismo e qualificação profissional para a inserção das mulheres e jovens no mercado de trabalho. Serão selecionados dez projetos ao redor do país, cada um com apoio anual máximo de R$ 25 mil, o que resulta em um investimento total da instituição de R$ 250 mil. Os projetos aprovados devem ter como públicos-alvo mulheres e jovens e se enquadrar à necessidade e demanda do mercado de trabalho.

Criança e Adolescente

O segundo edital a ser aberto busca divulgar e incentivar os investimentos sociais por meio do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente e fortalecer entidades que tenham projetos apoiados nos Conselhos Estaduais ou Municipais da Criança e do Adolescente. O HSBC não estipulará limites mínimo e máximo de investimento nem a quantidade de projetos a serem aprovados. A única demanda adicional é que os recursos sejam realmente direcionados para os projetos, exigindo transparência dos CMDCAs. Os inscritos deverão indicar o valor que necessitam para cada projeto e a instituição se reserva o direito de analisá-los e validá-los caso a caso.

Os interessados devem solicitar formulário de inscrição até o dia 2 de maio por meio do e-mail hsbcsocial@hsbc.com.br. Poderão participar organizações não-governamentais e comunitárias sem fins lucrativos que atuem no Terceiro Setor e por organismos governamentais, por meio de suas fundações. A divulgação dos projetos selecionados será feita em 26 de junho pelo site do banco.
*Para mais informações sobre a área de Responsabilidade Social visite: www.hsbc.com.br

8.3.06

CAIXA emite CPF gratuito na Semana da Mulher

- Ação de inclusão social já beneficiou mais de 700 mil mulheres no país

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Caixa Econômica Federal realiza durante toda esta semana, de 6 a 10 de março, a emissão de CPF gratuito para as mulheres. A expectativa do banco é beneficiar cerca de 300 mil brasileiras e atingir, principalmente, as mulheres das camadas sociais mais carentes, que, assim, poderão ter acesso às políticas públicas do Governo Federal, como o Bolsa Família e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), inclusão bancária, microcrédito, dentre outras.
As interessadas poderão procurar qualquer agência da Caixa, no horário de atendimento bancário, para solicitar a emissão de CPF, emissão de segunda via, ou ainda a atualização cadastral. Todos estes serviços estarão isentos da cobrança de tarifa, que atualmente é de R$ 4,50.
Pelo terceiro ano consecutivo, a Caixa realiza esta ação de inclusão social, que já beneficiou cerca de 700 mil mulheres, sendo 360.841 somente no ano passado. A iniciativa faz parte do Projeto Caixa Fome Zero, que busca implementar ações que propiciem a inclusão da população no sistema bancária e a cidadania.
O CPF é um documento básico para que o cidadão possa, por exemplo, ter uma conta bancária, conseguir um empréstimo popular ou um financiamento habitacional.
Documentos para tirar o CPF
- Carteira de Identidade ou equivalente como carteira de habilitação (modelo novo), etc
- Certidão de Nascimento
- Título de Eleitor
No caso de atualização cadastral, são necessários os seguintes documentos:
- Carteira de Identidade ou equivalente como CNH modelo novo, etc.
- Número do CPF
- Título de Eleitor
- Documento comprobatório de alteração solicitada
No ano passado, a Caixa participou de diversas ações sociais de documentação, como Ação Global (Rede Globo), Semana de Prevenção às Deficiências (Conselho Municipal de Proteção, Direitos e Desenvolvimento da Pessoa com Deficiência) e Documentação da Trabalhadora Rural (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - Incra).

Projetos educacionais

A área de Responsabilidade Social do Santander Banespa, está recebendo, até o dia 17, projetos na área de educação, destinados a crianças, adolescentes e universitários para serem beneficiados pelo programa Parceiros em Ação. O programa tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de projetos comunitários educacionais em todo o Brasil. A seleção é semestral e podem ser inscritos projetos de até R$ 50 mil. Organizações Não Governamentais, Fundações, Associações, Organizações Sociais de Interesse Público e demais interessados podem obter informações sobre critérios de análise dos projetos enviando um e-mail para responsabilidadesocial@santanderbanespa.com.br.

A atuação feminina no terceiro setor

Por que o universo das ações sociais é ocupado em sua maioria por mulheres?. Dos trabalhos de caridade nas igrejas às lideranças comunitárias, das várias formas de atuação voluntária à profissional no terceiro setor, as mulheres certamente ocupam uma posição de destaque quando o assunto é ação social. E, se a presença feminina não é um fato novo, o Dia Internacional da Mulher traz de volta ao primeiro plano uma antiga constatação: por que o universo das organizações sem fins lucrativos é ocupado em notável maioria por mulheres? Será que as mulheres são mais capazes ou têm mais afinidade com as questões éticas do mundo corporativo do que os homens?

No Instituto Pão de Açúcar, do Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, 22 de um universo de 26 colaboradores são mulheres – uma ocupa cargo de direção, outra uma função gerencial e mais quatro posições de coordenação. E não é só lá: onde quer que as diferentes abordagens de responsabilidade social corporativa, em diferentes setores, tangenciem o mundo da ação social, as mulheres estão muito bem representadas, mesmo que nem sempre em proporções tão avassaladoras. Por que será?

Algumas características tidas como mais comuns nas mulheres do que nos homens – como a intuição, a habilidade com pessoas e a busca incessante pelo desenvolvimento das competências – podem ter dado uma contribuição para o "casamento" com os mundos do terceiro setor e da ação social. E o equilíbrio exigido para atender aos papéis exercidos no mercado de trabalho somados aos de mãe, esposa e dona de casa, pode ter ajudado as mulheres a desenvolver uma personalidade dinâmica, criativa, ousada e inovadora.

Teria então a mulher uma capacidade de superação que a tornaria uma força de trabalho importante para contextos de intermediação entre os objetivos pragmáticos da empresa mantenedora e os objetivos-fins da atuação social, trabalhando em um ambiente que raciocina ao mesmo tempo das duas formas? Rosangela Bacima Quilici, diretora-executiva do Instituto Pão de Açúcar e ela própria um exemplo desse tipo de profissional, vê a questão por esse ângulo. Mas ressalta: são as capacidades pessoais e intelectuais que fazem um bom líder, e estas independem do sexo do profissional.

Rebecca Raposo, que foi diretora-executiva do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife) e atualmente é gerente-geral do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, ofereceu-nos um insight interessante em relação à questão. Rebecca apontou que é difícil relacionar a aptidão para trabalhar nas ações sociais da empresa ao sexo da pessoa, pois as condições psicológicas e bioquímicas para agir de forma eticamente consciente estão igualmente em todos, independentemente de diferenças de percepção. Ademais, quando se trata de liderança e postos de comando, a ética se redefine em termos de poder, conferindo ênfase adicional à questão de "para que o poder está servindo" (se para se manter no comando ou para alavancar a coletividade) e retirando peso do fato de que se trata de ação social. Pensando assim, de nada adianta ter essas qualidades mais tipicamente "femininas" na sensibilidade e no trato com as pessoas se elas não se traduzem em uma postura capaz de fazer o questionamento mais justo diante dos dilemas que se apresentam.

Mas será que é assim que o mercado nesse setor vê o público feminino, dotado de capacidades diferenciadas? Olhando para as organizações, o que se observa é que as aptidões femininas são valorizadas mais na produção do que na remuneração, reforçando a idéia de que há diferenças notáveis, mas também dando ensejo a um pouco de preconceito. Infelizmente, afirma Rebecca, é possível que as mulheres recebam em média um terço a menos que os homens nas mesmas funções.

Como um sinal de insatisfação mundial diante dessa histórica e injustificável discriminação, o Parlamento francês recentemente aprovou uma lei que pretende eliminar dentro de cinco anos as desigualdades salariais entre homens e mulheres, que chegam a 20% em média na terra da liberdade, igualdade e fraternidade. E no primeiro balanço, que deve ser realizado dentro de três anos, fica a possibilidade da adoção de sanções financeiras contra as empresas que não estiverem promovendo a igualdade salarial. Aqui no Brasil já se começa lentamente a se discutir essas questões, mas estamos longe de regular essa questão, relacionada à responsabilidade social, por meio do Estado.

Enquanto pensamos se as mulheres e os homens têm aptidões semelhantes ou diferentes para o mundo da ação social, torcemos e agimos para que essa discriminação seja superada.

(José Pascowitch - Diretor da consultoria Visão Sustentável (www.visaosustentavel.com.br). Com a colaboração do consultor José Pedro Fittipaldi e de Simone Saggioro)
Gazeta Mercantil – Artigos / Opinião – 07/03/2006 – Pág. A3

3.3.06

Empresas ampliam ações sociais com jovens

Paulo Florêncio
A maior parte das empresas engajadas em ações de responsabilidade social está direcionando uma parcela dos seus investimentos para projetos de apoio à educação e capacitação profissional de jovens e adolescentes. É o que mostra a Pesquisa DCI realizada com 60 executivos e empresários de diversos segmentos da economia, em janeiro deste ano. Além dos investimentos em educação e profissionalização, outro ponto de atuação das organizações atuantes de projetos sociais é o apoio às entidades de assistência social e institutos como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Associação de Assistência à Criança Defeituosa (AACD), a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), a Abrinq e o Instituto Ethos , por meio de patrocínios ou parcerias.

O estudo aponta outra tendência: as empresas que têm uma forte presença na região Sudeste estão estendendo as suas ações para outras regiões como o Nordeste e Centro-Oeste do País. O Grupo Pão de Açúcar , por exemplo, através do projeto Acordes, mantém desde 1999 um programa em unidades próprias sediadas em Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília para a inclusão de jovens no universo artístico. O objetivo do trabalho é dar acesso à cultura e ao desenvolvimento de habilidades para realizarem trabalhos em grupo. O projeto, que atende hoje a cerca de 1.500 jovens de 10 a 18 anos, oferece aulas de música duas vezes por semana e uma bolsa-auxílio para ajudar na compra de instrumentos. “Nesse projeto inserimos os jovens em trabalhos de aprendizagem da música”, explica Rosangela Bacima Quilici, diretora do Instituto Pão de Açúcar .

Já a Lupo , uma das maiores fabricantes de meias e cuecas do Brasil, mantinha até o ano passado, em seu quadro funcional, cerca de 23 colaboradores portadores de deficiência, em uma unidade criada especialmente para eles. Com a nova unidade inaugurada em 2005, passou a ter 54 funcionários portadores de deficiência. A recém-criada estação de trabalho é totalmente voltada para atender os deficientes. As portas são maiores, os banheiros adaptados, há rampas no lugar de escadas para permitir o acesso daqueles que utilizam cadeiras de rodas e eliminaram-se as divisões internas do prédio.

Os portadores de deficiência física são cadastrados pela União dos Deficientes Físicos de Araraquara (Udefa). Alguns destes deficientes já realizavam trabalhos para a organização na oficina terapêutica da Udefa e também da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Outra empresa que investe em ação social é o grupo AES Eletropaulo . A organização mantém desde 1998 o projeto Eficiência Energética para a redução do consumo de energia em estabelecimentos públicos e privados em São Paulo. O investimento na área soma cerca de R$ 35 milhões ao ano. De acordo com o vice-presidente comercial da companhia, Ricardo Lima, o programa consiste na troca e no desenvolvimento de aparelhos para consumirem menos energia elétrica. O programa, desenvolvido pelo grupo, cumpri a exigência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que determina o investimento de 1% da receita líquida das empresas do segmento para a eficiência energética. Desse valor, 0,5% é destinado ao Programa de Eficiência Energética e a outra parte vai para pesquisa e desenvolvimento, em parceria com universidades
No DCI – 03/03/2006 – Online

Bunge já divulga áreas para premiação 2006

A Fundação Bunge , braço social das empresas Bunge no Brasil que tem suas atividades voltadas para a área da educação, com ênfase no ensino fundamental, acaba de definir as áreas que serão contempladas com o Prêmio Fundação Bunge 2006. Entre elas estão Tecnologia de Alimentos, Ciências Agrárias e Museologia.

O Prêmio Fundação Bunge, antigo Prêmio Moinho Santista, existe há 50 anos e tem como objetivo estimular à produção intelectual através do reconhecimento do trabalho de personalidades que contribuem para o desenvolvimento do Brasil, como Érico Veríssimo, Jorge Amado e Manuel Bandeira.

Os candidatos ao prêmio não são inscritos, mas sim indicados pelas principais universidades e entidades científicas e culturais brasileiras. Uma comissão técnica composta por especialistas de renome para cada ramo de premiação, pré-seleciona dois nomes em cada ramo do conhecimento, indicando-os para a decisão do Grande Júri.

Posteriormente, o Grande Júri, um colegiado formado por representantes de entidades científicas e culturais, reitores e ministros de Estado, sob a direção do presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, tem a responsabilidade de escolher os contemplados.

Neste ano, o prêmio será entregue em setembro a quatro profissionais, dois na categoria Vida e Obra e dois na categoria Juventude. Os contemplados receberão medalhas de ouro e prata, diplomas em pergaminho e um prêmio de R$ 30 mil para a categoria Juventude e R$ 70 mil para a categoria Vida e Obra. Informações sobre o prêmio podem ser obtidas no site: www.fundacaobunge.org.br.

Inscrições para encontro internacional do Nordeste terminam nesta sexta-feira

- Empresas, entidades e organizações podem inscrever-se gratuitamente

Empresas, entidades governamentais e organizações do terceiro setor interessadas em participar do Encontro Internacional do Nordeste do Brasil podem fazer suas inscrições, gratuitamente, até esta sexta-feira,3, através do site www.ethos.org.br/encontrodonordeste. Organizado pelo Grupo de Trabalho de Responsabilidade Social, o evento vaiacontecer de 8 a 10 de março, das 9h às 19h, emRecife. Através de palestras, mesas temáticas, plenárias e apresentações de cases, espera-se mobilizar empresas, organizações, governos e agências internacionais para o combate à pobreza do Nordeste. O foco do encontro são as principais atividades da região, como as cadeias produtivas do mel, caju, mandioca, confecção e reciclagem de resíduos sólidos.

"Quando empresas, governos, associações, produtores econsumidores se unem em torno de um assunto, podem surgir incentivos e políticas públicas muito positivas", afirma Oded Grajew, presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. "Agregar a atividade dos trabalhadores locais gera resultados positivos para todos que estão envolvidos", completa. O Grupo de Trabalho é formado por Instituto Ethos, Agência de Desenvolvimento Solidário da CUT, Fundação Avina, Fundação Banco do Brasil, ICCO e Unitrabalho.

Outrasinformações sobre o Encontro Internacional do Nordeste no site www.ethos.org.br/encontrodonordeste.

Serviço:
Encontro Internacional do Nordeste do Brasil - Parcerias para o Combate à Desigualdade e à Pobreza, e para a Promoção do Desenvolvimento Sustentável
Data: de 8 a 10 de março
Horário: das 9h às 19h
Local: Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco (Avenida Prof.. Moraes Rêgo, 1235 - Cidade Universitária -CEP 50670-901, Recife - PE)

Combate à fome eleva PIB em até 3%, diz Bird

Na Folha de S. Paulo hoje

A má nutrição, seja pela falta de nutrientes ou o excesso de peso causado por alimentação não-balanceada, deve ser atacada como um dos principais problemas dos países em desenvolvimento, o que permitiria a essas nações elevar em até 3% o crescimento da economia ao incluir um número maior de pessoas no sistema educacional e reduzir gastos em saúde. Essa foi a conclusão do mais novo estudo realizado pelo Bird (Banco Mundial), que compara a desnutrição à peste negra, devido aos alarmantes números de mortes que causa entre as crianças.

"A má nutrição está relacionada a mais da metade de todas as mortes de crianças pelo mundo, uma proporção que não é ultrapassada por nenhuma doença infecciosa desde a peste negra [epidemia que dizimou grande parte da população européia na Idade Média]", apontou Jean-Louis Sarbib, vice-presidente do Banco Mundial de Desenvolvimento Humano, em comunicado.

O Brasil não figura entre os casos mais graves examinados pelo estudo. A falta de dados comparativos para traçar uma tendência dos últimos anos também impediu que fosse visto um país que não dá atenção ao problema.

O estudo insiste em que nem países em desenvolvimento nem as nações mais ricas enfrentam o problema como deveriam, para evitar impacto econômico semelhante ao do HIV/Aids. "A escolha inequívoca agora é entre continuar a falhar, como a comunidade global fez com o HIV/Aids há mais de uma década, ou finalmente colocar a nutrição no centro do desenvolvimento, para que uma grande variedade de melhorias econômicas e sociais que dependem da nutrição possa se realizar", ressalta o estudo.

Sudeste asiático
Diferentemente do senso comum, o principal gargalo estaria localizado na região do sudeste asiático, cujas economias vêm mostrando forte crescimento nos últimos anos com participação mais ativa da China e da Índia e outros países no mercado global de tecnologia da informação e manufaturados simples. "Todos falam sobre quão bem a Índia está na indústria de TI, imagine quão melhor estaria se 65% das crianças mais ricas e 88% das mais pobres não fossem anêmicas."

Para atacar a questão, o Bird sugere que as nações mais pobres, na maioria das vezes com pesadas restrições orçamentárias, voltem seus recursos para o combate à má nutrição, pois, em contrapartida, veriam melhores resultados no desempenho da economia a médio prazo.

Entre os países citados como onde há mais necessidade de políticas de larga escala, estão Índia, Bangladesh, Afeganistão, Paquistão, Camboja, Indonésia, Laos, Filipinas, Vietnã, Guatemala, Honduras e o Haiti, onde o Brasil comanda a missão das Nações Unidas para estabilização.

Mães e filhos
Ao analisar dados fornecidos pelos governos nacionais e levantamentos das Nações Unidas, o Bird assinala alguns dos fatores principais para a má nutrição nos países mais pobres. De acordo com os especialistas responsáveis pelo estudo, as melhorias na qualidade de vida e os programas oferecidos pelo governo precisam centralizar esforços na gravidez e nos dois primeiros anos de vida do bebê, quando a falta de comida pode provocar danos irreversíveis à criança.

"Dessa maneira", descreve o estudo do banco, "as intervenções devem focar esta janela de oportunidade, qualquer investimento depois desse período crítico tem menor probabilidade de melhorar a nutrição."

Países vêem de forma diferente a atuação social das empresas

Embora a demanda na América Latina seja parecida, ações não devem ser padronizadas

Andrea Vialli de Estado de S. Paulo

Existem diferenças marcantes no modo como os latino-americanos percebem o movimento da responsabilidade social empresarial, o que representa um desafio para as multinacionais implementarem suas políticas sociais no continente.

É o que sustenta o estudo Líder Barômetro, realizado simultaneamente no Brasil e na Argentina, em novembro. No Brasil, 51% dos entrevistados concordam que as empresas fazem bom trabalho para construir uma sociedade melhor. Já na Argentina, esse porcentual cai para 8%.

"Uma das conclusões do estudo é de que embora as demandas sociais desses países sejam muito semelhantes, qualquer tentativa das empresas de implementar uma política padrão não será bem sucedida", afirma Fabián Echegaray, diretor do Instituto Market Analysis, que conduziu o estudo no Brasil. Aqui, foram ouvidos 115 líderes de opinião em dez segmentos específicos - políticos, mídia, intelectuais, ONGs, entre outros. Na Argentina, foram ouvidas 95 lideranças políticas, em levantamento feito pela empresa Mori Argentina.

O estudo aponta que os brasileiros são mais atentos ao tema - 91% demonstraram interesse em acompanhar o assunto, ante 37% dos argentinos. Também são mais otimistas em relação ao retorno do investimento social das empresas. Entre os argentinos, impera o ceticismo. "Eles têm menos expectativas em relação às empresas e interpretam a responsabilidade social mais como um esforço de marketing do que um compromisso com a sociedade", afirma Echegaray.

Os bancos e instituições financeiras, bem como as empresas de telecomunicações gozam de pouca simpatia entre os líderes de opinião dos dois países, que não vêem com bons olhos os lucros altos dos bancos e a falta de qualidade dos serviços na área de telefonia, após as privatizações nos dois países.

MATURIDADE

O interesse pelo assunto entre os líderes de opinião brasileiros sugere a maior maturidade do movimento de responsabilidade social no País, motivada pelo engajamento de entidades empresariais em torno do tema nos anos 90. "ONGs como o Instituto Ethos, a Fundação Abrinq e o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife) tem auxiliado as empresas a disseminar o conceito e colocá-lo em prática", explica Echegaray. Em ambos os países, no entanto, as empresas têm superado a mera filantropia e adotam programas mais consistentes de investimento social.

Para Echegaray, a consolidação da responsabilidade social no Brasil se reflete no mercado, em eventos como a criação do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa (ISE) e na formulação da norma internacional ISO 26000, que pretende ditar padrões para a atuação das empresas nesse campo.

A multinacional varejista C&A, há 30 anos no Brasil e há dez na Argentina, mantém diretrizes semelhantes para atuação social em ambos os países. "Nossa bandeira é contribuir para a melhoria da qualidade da educação tanto na Argentina como no Brasil", explica Paulo Castro, presidente do Instituto C&A, braço social da empresa. "A diferença é que aqui a ênfase é na educação infantil, de zero a seis anos, e na Argentina, o esforço é para conter a evasão escolar entre os adolescentes", explica.

A linha adotada pela empresa é não criar projetos sociais próprios, e sim apoiar os já existentes, com aporte financeiro ou apoio técnico. Em 2005, foram R$ 9 milhões investidos em 106 projetos no Brasil e estão previstos R$ 12,5 milhões para este ano. Curiosamente, os acionistas da C&A já mantinham investimentos sociais no Brasil desde a década de 50, antes mesmo do grupo fincar negócios no País.

A fabricante de eletroeletrônicos Philips, com sede na Holanda, mantém uma política de investimento social mundial que permite que cada subsidiária defina as linhas mestras de atuação. No caso da América Latina, os eixos escolhidos foram educação em diferentes vertentes - ambiental, prevenção a doenças e fortalecimento do ensino público.

"Cada País tem suas próprias demandas, embora os grandes temas sejam os mesmos como pobreza, desemprego e déficit na educação", diz Flávia Moraes, gerente de sustentabilidade para a América Latina da Philips.

A executiva vê diferenças claras no grau de maturidade da responsabilidade social nos diferentes países, o que acaba refletindo nas ações da empresa. Enquanto no Brasil a Philips atua com grande força em programas para a melhoria da escola pública, no México, por exemplo, o movimento é incipiente e as práticas assistencialistas são mais arraigadas.

"No México adotamos um modelo de parcerias com ONGs que atuam na área social, e um dos temas trabalhados é a violência doméstica", diz Flávia. No Chile, há ênfase em projetos na área cultural e na Argentina há mais ênfase em meio ambiente e inclusão digital.

O Estado de S.Paulo – Pág. B10