24.2.06

Últimos dias para inscrição em cursinho popular na USP

Para participar do Processo Seletivodo Curso Pré-Universitário Psico USP basta comparecer ao local (Avenida Mello Moraes, 1.721, bloco B, sala 30- Cidade Universitária), em São Paulo,munido de RG e CPF (originais ou cópia autenticada) de segunda asexta-feira, das 15h às 21h, e aos sábados, das 9h às 13h. A taxa de inscrição é de R$ 45. O ingresso no cursinho se dá por meio de uma entrevista sócio-econômica, na qual o candidato deve apresentar documentos que comprovem sua renda e seus gastos mensais (contas de água, luz, holerite, gastos com remédios, etc.)

Os alunos têm aulas de segundaa sexta, no Instituto de Psicologia da USP, das 19h às 22h50, e aos sábados, das 9h às 15h, com atividades extras, oficinas, palestras e debates. A taxa de manutenção mensal é de R$ 95 com material didático incluso, sendo que há possibilidade de pedido de bolsa todos os meses.

O Curso Pré-Universitário Psico USP é uma entidade sem fins lucrativos, coordenada pelos alunos Psicologia da Universidade de São Paulo. Seu corpo docente é formado por pós-graduandos e alunos da graduação da USP.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail cursinhopsicousp@gmail.com, acessando a página cursinhopsico.cjb.net ou pelo telefone/fax (11) 3031-1546, com atendimento de segundaa sexta-feira, das 15h às 21h, e aos sábados, das 9h às 13h.

Prêmio Criança da Fundação ABRINQ inscreve até 1º de março

A Fundação Abrinq encerra no dia 1º de março as inscrições para a 15ª edição do Prêmio Criança, cujo mote este ano é "A primeira infância vem primeiro". Podem participar empresas, indivíduos e organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que sejam mantidas com até 75% de recursos governamentais que desenvolvam ações voltadas à faixa etária de zero a seis. As inscrições devem ser feitas pelo site www.fundabrinq.org.br/premiocrianca.

O objetivo do prêmio é estimular e reconhecer experiências bem-sucedidas para crianças de zero a seis anos, fase decisiva para o desenvolvimento do ser humano, quando cuidados e estímulos adequados são fundamentais. Apesar disso, a infância brasileira não tem recebido a atenção que merece. Do total de 61 milhões de crianças e adolescentes do Brasil, 23,1 milhões têm de zero a seis anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000. Somente 12% das crianças freqüentam creches, sendo que 33% estão fora da pré-escola. O sub-registro de crianças em 2000 era de 21,3%. A taxa de mortalidade entre crianças até cinco anos era de 35,1 por mil nascidas vivas, entre as mais pobres chegava a 40,7 e entre as negras, 44,4. Em 2002 morreram em média 27,8 crianças por mil nascidas vivas antes de completar um ano.

Serão premiadas quatro iniciativas e os vencedores divulgados no segundo semestre de 2006. A seleção será feita por um Comitê Técnico formado por especialistas em questões relacionadas à primeira infância e por uma Comissão Julgadora composta por representantes do Conselho de Administração, Consultivo e da equipe da Fundação Abrinq, e ainda dos apoiadores do programa.

Desde a primeira edição do Prêmio Criança, quando a Fundação ainda era uma diretoria da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), em 1989, já foram premiadas 56 iniciativas de todas as regiões do País. A partir de 2002, os vencedores passaram a ter sua experiência sistematizada com o objetivo de identificar as principais aprendizagens e disponibilizar essas experiências tendo em vista a sua disseminação.

Em 2006, o Prêmio Criança - que atualmente ocorre a cada dois anos - não enfocará um tema específico, como nas edições anteriores. Serão destacadas iniciativas que atuem com base nos Princípios Norteadores definidos pelo Programa, que levam em conta aspectos relacionados ao atendimento às crianças, ações junto à família, à comunidade e à equipe profissional e também à gestão.

Assim, a criança deve ser atendida de forma integral; deve encontrar meios de se expressar, ser ouvida e ser parceira de seu processo educativo; deve ser percebida como agente transformador dos próprios hábitos e também dos da família. São encorajadas, por outro lado, ações que incluam em sua proposta a participação da comunidade e considerem condições culturais e sociais, respeitando a diversidade. Estes são apenas alguns exemplos de Princípios Norteadores, elaborados em consonância com a legislação referente à infância no país.

23.2.06

ECA em formato de gibis. Projeto tem parceria de banco

A Fundação Projeto Travessia irá produzir 50 mil exemplares do Estatuto do Direito da Criança e do Adolescente em formato de quadrinhos, com apoio do Banco Volkswagen. O foco do trabalho é a educação.

A Fundação Projeto Travessia, entidade que trabalha com jovens que se encontram em situação de risco, ganhou, este ano, um novo mantenedor: o Banco Volkswagen. Entre os projetos que serão patrocinados pelo banco estão a produção de uma série de gibis para detalhar os direitos da criança e do adolescente e a assessoria jurídica de jovens infratores.

O banco já mantinha, desde 2004, uma parceria com a fundação, comprando os cartões de Natal produzidos por crianças e adolescentes que participam de oficinas de artes plásticas da entidade. "Oferecer apoio ao Terceiro Setor sempre foi um princípio respeitado pelo Banco Volkswagen. Ao estabelecer esse tipo de parceria, colocamos em prática os valores adotados pela companhia", justifica o diretor-presidente do banco, Décio Carbonari de Almeida.

Quadrinhos serão distribuídos em escolas

A série "Estatuto da Criança e do Adolescente em Quadrinhos" começou a ser produzida agora e a expectativa é a de que sejam impressos 50 mil exemplares dos gibis. Eles deverão ser distribuídos em escolas públicas e organizações sociais. O banco também dá apoio financeiro ao projeto "Proteção Jurídico-Social de Adolescentes", destinado a jovens das regiões de Vila Brasilândia (Zona Oeste) e Cidade Ademar (Zona Sul) que cometeram algum tipo de infração.

Assim como no caso dos gibis, o foco desse projeto é a educação. "O que fazemos é provocar nos jovens a reflexão sobre os atos cometidos, levando-os a identificar a verdadeira fonte de seus problemas, que pode ser a falta de preparação para o mercado de trabalho ou a indignação que eles têm com a situação de injustiça social", explica o gerente de comunicação do Projeto Travessia, Max Dante.

Criada em 1995, a fundação também presta ajuda a crianças que moram nas ruas do Centro de São Paulo e também jovens do bairro de Pinheiros (Zona Oeste) que exercem trabalho informal, vendendo produtos nos faróis, por exemplo. "Nesse caso, o trabalho tem de ser feito mais com a família desses jovens, que têm uma dificuldade grande de obter uma forma de renda fixa", diz Dante. Entre os trabalhos feitos com essas famílias estão a oferta de cursos de qualificação profissional, tratamentos de saúde, escolarização de adultos e apoio na montagem de micronegócios. "Depois passamos a fazer um acompanhamento para saber se as crianças não voltaram para as ruas", diz Dante.

22.2.06

Os desafios da gestão no terceiro setor

Por Liliana Marilene Wespianski Cwikla

Introdução: Segundo Drucker (2001), “em todas as organizações do terceiro setor, o ’resultado final’ é medido em vidas transformadas”. De acordo com o autor as pessoas não estão mais interessadas em saber simplesmente se é uma boa causa. Se é uma organização responsável digna de meu investimento? Que diferença ela faz na sociedade? A organização filantrópica é responsável pelo melhor desempenho interno – pelo marketing eficaz, pela administração exemplar, pela contribuição em todas as áreas – mas sempre com o foco central em seu resultado final: vidas transformadas. Notadamente o Terceiro Setor tem ocupado um lugar de destaque, despontando como uma das atividades mais significativas, deixando de ter como principal característica à caridade, transformando-se numa área, como as demais que exigem planejamento, coordenação, direção e controle, além de uma visão estratégica voltada aos resultados. No Terceiro Setor os recursos privados, oriundos de pessoas físicas ou jurídicas, são investidos com objetivos públicos. Neste setor o lucro não é o objeto financeiro, seus ideais vão além, pois representam a razão de ser, de salvar, de mudar realidades. As organizações Não Governamentais (ONGs), Institutos, Fundações, têm se dedicado a projetos nas áreas ambiental, social e cultural, mudando os cenários das localidades, dos estados e dos países, com trabalhos de relevância e excelência, com reconhecimento em vários níveis, inclusive em âmbito internacional. Canton (2002:8) diz que o que “fica claro é que as ONGs, apesar de se declararem não lucrativas, não gerarem lucro, também são independentes e autogeridas, como as empresas e mercados. Assim sendo, o que parece não deixar dúvida é que no Terceiro Setor o poder ou o lucro não constitui razões suficientes para a ação e suas políticas não são compulsórias”. A própria autora argumenta que as atividades desenvolvidas no Terceiro Setor representam uma soma considerável de investimentos em recursos humanos e materiais, que na maioria das vezes ultrapassam a capacidade de pagamento dos mais interessados.

Desenvolvimento: A Revista Vencer (2001), em uma reportagem sobre Talento e Trabalho, refere-se ao Terceiro Setor de forma a diferenciá-lo das “antigas obras assistencialistas, que exigiam basicamente boa vontade e tempo livre de seus participantes, esse novo nicho pede criatividade, eficiência e profissionalismo”. As entidades são caracterizadas por áreas de atuação, estrutura, estilos de gestão, e resultados. Dentre as áreas de atuação situam-se as organizações ligadas ao Ambientalismo, Assistência e Serviços Sociais, Creches, Associações comunitárias, Produção e comercialização coletiva, Educação e Pesquisa, Associações de Bairros, Esporte, Saúde, Serviços médicos de Reabilitação, entre outras.Ë importante enfatizar que dados publicados pelo Grupo Catho (2004) destacam que o terceiro setor avança em termos globais, integrando a oitava economia do mundo, movimentando mais de US$ 1 trilhão por ano, cerca de 8% do PIB do planeta. No Brasil, ele representa R$ 10,9 bilhões anuais (cerca de 1% do PIB), sendo R$ 1 bilhão em doações. Reúne mais de 300 mil ONGs, além de fundações, institutos etc., emprega cerca de 1,2 milhão de pessoas e tem 20 milhões de voluntários. O Brasil é o quinto do mundo em número de voluntários.

Resultados da pesquisa: Ainda que os cenários apontem para uma mudança na forma de pensar e agir em relação à Gestão das Organizações Não Governamentais, por meio de pesquisa aplicada em dezesseis instituições pertencentes ao terceiro setor, em Foz do Iguaçu- Pr, percebeu-se que grande parte das organizações se vale do planejamento estratégico intuitivo – aquele que é informal, não documentado e baseado na experiência, conhecimentos e habilidades pessoais de determinado líder e ainda muito voltado ao assistencialismo ("dar o peixe ao invés de ensinar a pescar"). Ao que tudo indica esses fatores trazem imensas dificuldades em se ter acesso a verbas públicas e privadas, no que diz respeito à captação de recursos. A maioria das organizações tem dificuldade de manterem as suas obras, independente de se direcionarem a saúde, educação, meio ambiente, segurança, entre outros, indicando um sério problema em relação à gestão. Por outro lado, percebe-se que as organizações estão buscando qualificação, fazendo parcerias com empresas e universidades para o enriquecimento de seu quadro de profissionais e voluntariado, vislumbrando o entendimento e aquisição de competências, hoje essenciais para o bom desempenho do setor.

Considerações Finais: É possível afirmar que a atuação das organizações do terceiro setor é imprescindível ao setor público, porque este notadamente não tem dado conta de todas as demandas sociais que se multiplicam e se diversificam de acordo com a região do país. Para isso é preciso fortalecê-lo, qualificando-o constantemente para atuar com competência nas áreas que demandam seus esforços. Embora haja muito a ser feito, muitas universidades públicas e privadas têm efetivamente colocado em seus projetos de extensão a qualificação voltada ao terceiro setor. Isso é importante porque, de acordo com Teodósio (2002), "as soluções advindas das novas abordagens sobre Terceiro Setor estariam basicamente ligadas ao mundo da gestão, criando um caminho fácil e rápido para o alcance de metas sociais, equilíbrio financeiro, avaliação precisa de projetos sociais, perenidade organizacional e principalmente mobilização de voluntários, dentre -outras virtudes organizacionais". Espera-se que nas primeiras décadas deste século, o setor se qualifique ainda mais e conquiste a tranqüilidade de gerenciar seus projetos com orçamentos adequados às necessidades sociais.

REFERÊNCIAS:
CANTON, A. M. Eventos: ferramenta de sustentação para as organizações do terceiro setor. São Paulo: Roca, 2002.

DRUCKER, P.T. Terceiro setor: ferramenta de auto-avaliação para empresas. São Paulo: Futura, 2001.
TANNHAUSER, C.L. Organizações Não Governamentais (ONGs). Disponível em http: www.rets.com.br, acesso em 20/10/03.
TEODÓSIO, Armindo dos Santos de Sousa. Programas de incentivo ao voluntariado: novos desafios para ética gerencial". Disponível em http://www.rits.org.br/gestao, acesso em 20/09/03.

LINKS:
http://www.responsabilidadesocial.org.br
http://www.ethos.org.br
http://www.fundacaofia.com.br
http://www.mapa.org.br
http://www.filantropia.org
http: www.rets.com.br
http://www.rits.org.br/gestao

Empresários se reúnem para tratar de responsabilidade social

Na semana passada, em São Paulo, 36 empresas (22 fornecedores e 14 clientes) da cadeia de negócios Belgo-Arcelor Brasil que participam do Programa de Sustentabilidade e Responsabilidade Empresarial (SRE), desde 2004, se reuniram durante1º Seminário de Fornecedores e Clientes Integrantes do SRE para apresentar os projetos que começaram a implementar e trocar experiências na área. Desenvolvido pelo Grupo Belgo-Arcelor Brasil com o apoio da Fundação Belgo-Arcelor Brasil, o SRE busca compartilhar práticas de sustentabilidade e responsabilidade empresarial com sua cadeia de negócios. Para isso, promove encontros trimestrais e ainda apóia, por meio de acompanhamento sistemático realizado por consultoria especializada, a implementação dessas práticas nas empresas participantes.
"Ainda não conhecia um programa nessa linha, estruturado dessa forma, com tanta exposição e troca de práticas", comenta Raquel Grassi, coordenadora do Núcleo Andrade Gutierrez de Responsabilidade e Sustentabilidade Corporativa da Fundação Dom Cabral, que participou do seminário. Segundo ela, o que chama a atenção no SRE é seu foco: "normalmente, o eixo desses programas está na perspectiva comercial e, nesse caso, está na sustentabilidade e na responsabilidade empresarial".
Conforme o professor e escritor Mário Sérgio Cortella, que ministrou a palestra "Ética, Indivíduo, Sociedade e Empresa", durante o evento, a ética faz parte de um acordo fundamentado em valores universais, formalizados na Declaração de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). Dentre eles, destaca a responsabilidade empresarial, uma vez que "indivíduo, sociedade e empresa estão interligados pela ética". Praticar a ética, em toda e qualquer situação, segundo ele, é uma questão de escolha.
Essas 36 empresas da cadeia de negócios Belgo-Arcelor Brasil que participam do Programa de Sustentabilidade e Responsabilidade Empresarial desde 2004 já fizeram sua escolha. Saíram na frente e estão implementando ações de responsabilidade empresarial. Em sua palestra, proferida durante o1º Seminário de Fornecedores e Clientes do Programa SRE, realizado em São Paulo, Cortella afirmava que "cada um de nós está sempre submetido ao dilema da ética" que define como "a capacidade de proteger a integridade", seja individual, de um grupo, uma empresa ou uma nação.
Na prática, exemplifica o que ocorreu alguns anos atrás com fábricas de calçados da região de Franca (SP). A Europa deixou de comprar seus produtos por essas empresas estarem usando trabalho infantil na produção dos calçados. Elas tiveram que se reestruturar e trabalhar sob a ética empresarial para retomar esse mercado.
O SRE começou a ser desenvolvido em 2004, com as 36 empresas que participaram do1º Seminário. Hoje, 222 empresas já aderiram ao programa e propuseram mais de 1.800 ações. Dentre essas, 430 já foram desenvolvidas ou estão em desenvolvimento. As ações desenvolvidas vão desde a elaboração e adoção de código de ética até a inclusão de cláusulas contratuais que proíbem o trabalho infantil, passando por melhorias no ambiente de trabalho. Abordam igualmente a elaboração de projetos de coleta seletiva de lixo e programas de incentivo ao voluntariado e à educação. Até mesmo a erradicação do analfabetismo nos quadros das empresas, dentre outros temas significativos, é alvo dessas ações.
O desenvolvimento do programa parte da premissa de que uma empresa, independentemente de seu porte, deve alcançar resultados positivos para todos os públicos com os quais se relaciona e não apenas atender ao acionista com um lucro financeiro imediato. Com o crescimento das exigências de mercado e o desenvolvimento da ISO 26000 que sistematizará as diretrizes da responsabilidade social empresarial e será publicada em 2008, as empresas precisarão se adequar.
O Grupo Belgo-Arcelor Brasil e seus fornecedores e clientes que compraram a idéia do SRE caminham na frente. "A Belgo está entre as primeiras empresas brasileiras a desenvolver um programa como esse com fornecedores e clientes", afirma o diretor executivo do Instituto Ethos, Paulo Itacarambi. Segundo ele, a importância do programa é tão grande que o Instituto Ethos está se inspirando no SRE para desenvolver um projeto similar, com grandes empresas de sete setores da economia. "Boa parte do programa que estruturamos está inspirado na iniciativa da Belgo e na experiência acumulada pela empresa nesses dois anos de desenvolvimento do SRE", diz.

20.2.06

TCU vai ensinar ONGs a prestar contas

A crescente participação da sociedade civil organizada na execução de políticas públicas levou o Tribunal de Contas da União (TCU) a redirecionar o projeto Diálogo Público. O objetivo é esclarecer como é feita a fiscalização das ações do Estado e estimular o controle social por meio de 26 seminários em todos os Estados brasileiros.

Esse público-alvo foi escolhido, segundo o TCU, por ser representativo e por ser um dos principais atores do controle social no Brasil. Segundo Alexandre Xavier, diretor-geral do Instituto Serzedello Corrêa, centro de capacitação e desenvolvimento do TCU, um número grande de organizações recebem recursos federais e, por falta de orientação, podem cometer equívocos.

Oito seminários serão realizados já neste primeiro semestre. Os primeiros encontros ocorrem no Mato Grosso do Sul (30 e 31 de março), Alagoas (6 e 7 de abril) e Rondônia (28 e 29 de abril). Os seminários têm duração de um dia e meio.

Componente do Programa de Apoio à Modernização do TCU, que tem o apoio do PNUD, o Diálogo Público se realiza anualmente. O projeto tem um tronco comum, que serve para a administração federal, a estadual e a municipal e que aborda as licitações, os contratos, convênios, o papel de conselhos sociais.

Mais informações pelo site do TCU: www.tcu.gov.br

TCU vai ensinar ONGs a prestar contas

A crescente participação da sociedade civil organizada na execução de políticas públicas levou o Tribunal de Contas da União (TCU) a redirecionar o projeto Diálogo Público. O objetivo é esclarecer como é feita a fiscalização das ações do Estado e estimular o controle social por meio de 26 seminários em todos os Estados brasileiros.

Esse público-alvo foi escolhido, segundo o TCU, por ser representativo e por ser um dos principais atores do controle social no Brasil. Segundo Alexandre Xavier, diretor-geral do Instituto Serzedello Corrêa, centro de capacitação e desenvolvimento do TCU, um número grande de organizações recebem recursos federais e, por falta de orientação, podem cometer equívocos.

Oito seminários serão realizados já neste primeiro semestre. Os primeiros encontros ocorrem no Mato Grosso do Sul (30 e 31 de março), Alagoas (6 e 7 de abril) e Rondônia (28 e 29 de abril). Os seminários têm duração de um dia e meio.

Componente do Programa de Apoio à Modernização do TCU, que tem o apoio do PNUD, o Diálogo Público se realiza anualmente. O projeto tem um tronco comum, que serve para a administração federal, a estadual e a municipal e que aborda as licitações, os contratos, convênios, o papel de conselhos sociais.

Mais informações pelo site do TCU: www.tcu.gov.br

O mapa da inclusão

Reconhecido por ostentar indicadores normalmente mais favoráveis do que a média brasileira na área social, o Rio Grande do Sul precisa se preocupar em assegurar essa conquista e mesmo em ampliá-la. Por isso, o levantamento a ser realizado pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) sobre o que os 496 municípios gaúchos vêm fazendo para melhorar estatísticas socioeconômicas deve resultar num instrumento efetivo para avanços.

Em parceria com o Fórum Permanente de Responsabilidade Social do Rio Grande do Sul, o estudo tem por objetivo justamente facilitar a aplicação de políticas públicas de inclusão social. Assim, foram selecionados alguns dos indicadores levados em conta pelas Nações Unidas para a conquista das chamadas Metas do Milênio. A intenção não é dar margem a comparações, mas facilitar a busca dos objetivos por parte dos administradores municipais.

Por razões diversas, o Rio Grande do Sul avançou bastante em aspectos como a redução da mortalidade infantil e a igualdade entre meninas e meninos em sala de aula. O Estado, porém, precisa se consolidar em outras áreas, resultado que depende em boa parte da colaboração efetiva das comunidades.

Os municípios, pela proximidade que propiciam entre dirigentes políticos e a população, são o foro adequado para a promoção de melhorias sociais. Esse, porém, é um desafio que não diz respeito apenas a quem está hoje no poder, mas também a quem vier a suceder-lhe.

Daí a importância de os administradores contarem com instrumentos adequados que mapeiem os problemas e facilitem a busca de soluções.

Ipea faz nova pesquisa sobre Ação Social das Empresas

O IPEA volta a campo para analisar o envolvimento do empresariado brasileiro com a questão social. Cerca de 6 mil empresas das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul, de todos os portes e setores econômicos, foram selecionadas para compor a amostra da segunda edição da Pesquisa Ação Social das Empresas. A partir deste novo levantamento será possível comparar, de maneira inédita, o envolvimento da iniciativa privada em ações voluntárias para a comunidade entre os anos de 1999 e 2004.

Serão coletadas, ainda, informações sobre as empresas que não desenvolveram qualquer tipo de ação social. O objetivo é entender as principais razões apontadas pelos empresários para este não envolvimento, bem como os motivos que os levariam a atuar nesta área. O IPEA espera que os empresários selecionados respondam ao questionário. E quem tiver qualquer tipo de dúvida, pode ligar gratuitamente para o número 0800-642-5005.

A Pesquisa é realizada por meio de uma amostra de empresas com um ou mais empregados selecionada a partir de um cadastro mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego que é composto pela Relação Anual de Informações Sociais – Rais e pelo Cadastro de Empregados e Desempregados – Caged. Nessa edição da Pesquisa Ação Social das Empresas, a amostra é integrada por 5.869 empresas, sendo 1.982 no Sul, 1.930 no Centro-Oeste e 1.957 no Norte. Após o levantamento dos dados, a amostra é expandida a partir de procedimentos estatísticos para o conjunto das empresas de cada região pesquisada. Informações: www.ipea.gov.br/asocial ou pelo fone: (61)3315-5282

Lei municipal cria pacto socialmente responsável

Pela nova legislação vigente, a cidade de Apucarana, no Paraná, deu um passo além da lei federal que orienta todas as licitações públicas feitas no Brasil. Uma lei municipal criou o "Pacto pela Responsabilidade Social", lançado oficialmente no final de janeiro.

A Lei Municipal nº 177/05 é clara ao dizer que todas as licitações abertas pela prefeitura deverão incluir entre os critérios de seleção os "Objetivos do Milênio e os princípios do Pacto Global". Isto é, determina que só poderão participar de processos licitatórios da prefeitura de Apucarana as empresas que tenham ações de responsabilidade coorporativa e investimentos sociais ou ambientais comprovados e relacionados às duas iniciativas da ONU.Assim, empresas sem preocupação social serão automaticamente descartadas do processo de seleção. Por trás da iniciativa, os organizadores afirmam que contratar uma empresa que cobra mais barato, mas não tem preocupação social ou ambiental comprovada, não é economia.

Fórum debate a comunicação social

O 4º Fórum Social de Comunicação, com realização dia 21 de março, no Campus Central da PUCRS, está com inscrições abertas. No evento serão debatidas e avaliadas as relações entre o marketing e as ações de responsabilidade social e a criação publicitária com respeito aos valores sociais e humanos. O acesso aos seminários será gratuito e os lugares serão ocupados por ordem de chegada. Poderão participar estudantes de marketing e comunicação e profissionais da área. Inscrições: www.forumcomunicacao.com.br.

17.2.06

Cerca de 95% das pequenas empresas não divulgam suas ações sociais

Em parte, os donos de pequenas empresas ainda não perceberam que podem capitalizar em favor de sua empresa os resultados das ações sociais que realizam. Outro fator inibidor pode ser o dispêndio médio de apenas R$ 300 por ano, nas pequenas empresas. Porém, mesmo que a empresa realize ações de baixo valor, se essas ações forem de qualidade e ou de grande valia para a sociedade, o empresário não deve deixar de divulgá-las.

Os prêmios oferecidos são uma boa forma de ampliação das ações sociais, pois realçam exemplos concretos. Algo que poderia estimular ainda mais empresas de pequeno porte seria dar destaque para ações que envolvam baixos dispêndios financeiros e muita criatividade. É preciso lembrar que os donos de pequenos negócios têm muita disponibilidade para realizar ações sociais, mas não necessariamente dispõem de recursos financeiros, devido às próprias características da maioria dos pequenos negócios.

Azaléia cria fundo de solidariedade para crianças e adolescentes - Iniciativa destaque

A Calçados Azaléia, uma das cinco maiores empresas do setor calçadista no mundo, com faturamento de R$ 1 bilhão em 2005, mobilizou colaboradores, fornecedores e clientes, através do Instituto Nestor de Paula (INP), em prol do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente de Parobé, criado para captar recursos destinados ao atendimento de políticas, programas e ações voltadas para a proteção de crianças e adolescentes. Em apenas dois dias, foram arrecadados R$ 246,9 mil, com a participação de pessoas físicas e jurídicas, que repassaram parte do valor do Imposto de Renda devido ao Fundo.

Desse montante, R$ 81,9 mil foram doados pelos colaboradores da Azaléia.Para conseguir mais adesões, a empresa criou o Fundo Azaléia da Solidariedade (FAS), que antecipou a doação de funcionários que não possuíam recursos para repasse imediato ao Fundo - a destinação deve ser feita no ano-base da declaração do Imposto de Renda. Com isso, cerca de R$ 55,9 mil foi repassado ao Fundo. O colaborador que utilizou o empréstimo para antecipar a sua doação só devolverá os recursos a partir de junho, no início das restituições do Imposto de Renda, em parcelas sem juros e correções.

A criação deste fundo merece destaque, pois a antecipação do valor a restituir para doar aos fundos de direitos da criança e adolescente tem sido uma grande entrave no aumento de arrecadação. Iniciativa destaque.

Sociedade civil é reeleita para a presidência do CONANDA

A presidência do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) ficará sob responsabilidade da sociedade civil pelo segundo mandato consecutivo. Na assembléia do órgão realizada ontem (16), José Fernando da Silva, representante da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), foi reeleito como presidente da entidade. Amarildo Baesso, subsecretário de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), também continuará como vice-presidente.

Pelas regras do Conanda, esta seria a vez de um representante da área governamental assumir a presidência.A cada ano, sociedade civil e governo se alternam no cargo. O nome mais provável seria o do ministro Paulo Vannuchi, recentemente empossado (em janeiro) como secretário Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.

No entanto, foi destacada entre os conselheiros na assembléia a boa gestão que a atual presidência tem desenvolvido. Na discussão, concluiu-se que na atual conjuntura (ano eleitoral) é estratégico que a sociedade civil continue no posto. Foi consenso entre os presentes que José Fernando e Amarildo Baesso permanecessem nos cargos.

Na reunião ainda foi destacada a agenda que o Conanda deve seguir em 2006, independente de ser período de eleições. Entre os desafios dessa gestão estão a recomposição do orçamento da Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança - em 2006 a área disporá de R$ 12,3 milhões, contra R$ 25,8 milhões que teve em 2005, 52% a menos - e o acompanhamento da aplicação do Plano Presidente Amigo da Criança.

Gife e YPY anunciam campanha

Para incentivar a participação de empresas privadas na solução de problemas nas áreas sociais, culturais e ambientais do País, foi lançado ontem o primeiro produto fruto da parceria entre o Grupo YPY de Comunicação e o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife). Trata-se de uma campanha publicitária com 6 anúncios de página dupla em revistas, jornais, além veiculação em rádios e TVs durante 30 segundos.

A campanha mostra um pouco do trabalho do Gife e convida o empresariado a aderir à rede, da qual fazem parte, por exemplo, Fundação Itaú, Vale do Rio Doce e Philips do Brasil, além de outros investidores que, juntos, destinaram somente em 2005 quase R$ 1 bilhão em causas sociais.

O Gife é formado por 85 institutos, fundações e empresas que comandamos próprios projetos ou viabilizam o de terceiros. No caso da YPY, não é de hoje que o grupo atua na área de responsabilidade social, trabalhando com projetos ligados, sobretudo à educação.

Segundo o Gife, há planos de fazer outras campanhas - não publicitárias ra alertar to dos os segmentos da sociedade sobre a importância da educação. O presidente Hugo Barreto diz que a campanha expressa a vontade dos empresários de ajudarem a sociedade. “Estamos convidando empresas a empregarem know-how de gestão, planejamento, foco em metas e resultados no desenvolvimento de projetos que beneficiem a todos os brasileiros”.

16.2.06

Terceiro Setor em debate amanhã

O Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) promove amanhã (17.02.06), a partir das 8h30, o XL Encontro CIEE do Terceiro Setor. O tema será 'Os pilares do desenvolvimento social' com o palestrante Sérgio de Oliveira e Silva, especialista em Gestão de Organizações do Terceiro Setor. As inscrições são gratuitas e os participantes devem levar 1 kg de alimento não perecível. A palestra será no Auditório Ernesto Igel e Mário Amato do CIEE, na Rua Tabapuã, 540, Itaim Bibi. Informações pelos telefones (11) 3040-9945/9947/9436, pelo fax 3040-9851 ou no site www.ciee.org.br.

Como é o processo de formação de uma rede social?

A socióloga Anna Beatriz A. Waehneldt do Senac em entrevista
Boletim Técnico do Senac, sobre redes sociais.

O processo de formação de redes demanda um conjunto de questões relacionadas à sua composição, autonomia, estabelecimento de compromissos e de uma metodologia capaz de organizar e sistematizar o trabalho dos grupos.

São seis as etapas fundamentais que orientam o processo de formação da rede social:

1) reunião: criar um espaço comum favorece a troca de informações e recursos;
2) identificação: as pessoas que representam as organizações se apresentam e apresentam as suas organizações respondendo a questões como: qual a causa em que atuam? Por que atendem a determinada causa? Como desenvolvem o trabalho? Quais são suas maiores dificuldades? Quais são seus pontos fortes e fracos?
3) propostas: os componentes da rede expõem suas causas, o seu posicionamento político e a sua visão e propõem pautas de discussão e ações para a melhoria da qualidade de vida das suas comunidades;
4) composição: o momento da identificação de problemas comuns e das possibilidades de otimizar recursos e potencializar ações provocam a discussão de uma missão que se constrói no processo de articulação e de desenvolvimento da rede;
5) novas propostas: definida a missão, planejam-se as ações conjuntas, e se estabelecem as prioridades e os novos compromissos que deverão ser trabalhados. Neste momento é que a rede se entende por rede.
6) ações: tanto podem ser implementadas pelo grupo, ou por subgrupos, ou seja, pelo conjunto de organizações interessadas na implementação de determinadas ações.

A Capital Social (www.responsabilidadesocial.org.br) estimula a formação de redes sociais, entre em contato e descubra como você pode induzir a formação de uma rede. (email: contato@responsabilidadesocial.org.br)

Administração no terceiro setor pode ser mais complexa do que nas empresas

Sob o ponto de vista administrativo e financeiro, as organizações do terceiro setor – mesmo aquelas já profissionalizadas – enfrentam alguns desafios que aumentam a complexidade de sua gestão e trazem impactos diretos em seus processos e desempenhos. Entre eles, estão a definição de objetivos ou a amplitude dos mesmos, do que dependem o estabelecimento de metas mais claras, o monitoramento de seu desempenho e a utilização de indicadores efetivamente adequados.

Além disso, essas instituições normalmente têm que conviver com diversos tipos de apoiadores – financiadores, voluntários, usuários, equipes remuneradas, etc. –, cada um com sua própria expectativa em relação ao trabalho, o que é bem diferente de uma empresa tradicional, cujo resultado financeiro normalmente é um indicador bastante representativo do sucesso de sua estratégia.

No segundo setor, a relação entre financiadores das organizações (acionistas) e usuários dos serviços (clientes) costuma ser direta e sem rodeios, pois se traduz na remuneração do acionista e no atendimento da necessidade do cliente. “No terceiro setor, essa relação é muito mais tênue, pois os principais beneficiários das ações geralmente não têm um vínculo direto com os financiadores, que por sua vez não recebem dividendos por isso.”

Por outro lado, uma vez que os indicadores financeiros não são os que melhor expressam o impacto gerado pelo trabalho dessas organizações junto à comunidade, surge a necessidade de pensar em estruturas administrativas mais complexas que no setor privado, que possam aferir e monitorar os resultados, de forma manter o equilíbrio interno das equipes e, ao mesmo tempo, prestar contas de suas ações aos vários envolvidos.

14.2.06

Ong vai premiar professores que atuam pela igualdade racial

Os professores que trabalharam pela promoção da igualdade racial entre 2003 e 2005 devem ficar atentos. O Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades vai premiar as melhores atividades realizadas em escolas públicas e privadas. A organização não-governamental abriu ontem (13) as inscrições para o 3° Prêmio Educar para a Igualdade Racial - Experiências de Promoção da Igualdade Racial/Étnica no Ambiente Escolar.

A iniciativa premia práticas bem-sucedidas, desenvolvidas por professores para cultivar nos alunos uma cultura de respeito e identidade étnica. A premiação será dada por modalidade de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Média). O primeiro lugar de cada categoria recebe R$ 9 mil; o segundo, R$ 5 mil; e o terceiro ganha R$ 3 mil.

Os finalistas receberão um kit com publicações do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades que abordam o tema do prêmio. As inscrições poderão ser feitas no site www.ceert.org.br ou pelos Correios, por meio do preenchimento da ficha de inscrição e do envio do relato da experiência até o dia 15 de abril.

Criado em 1990, o centro é uma organização não-governamental que produz conhecimento, desenvolve e executa projetos voltados para a promoção da igualdade de raça e de gênero. Ele conta com uma equipe de psicólogos, juristas, educadores, sociólogos, assistentes sociais e gestores de pessoal, que fazem diagnósticos, elaboram e implementam programas de promoção da igualdade racial em sindicatos, escolas, empresas e órgãos públicos. Mais informações pelo telefone (0 xx 11) 6978-8333.

Inscrições para Top Social começam em março

Organizações terão até o dia 05 de maio para se inscrever no prêmio da ADVBA partir de 1º de março, as organizações poderão inscrever seus projetos para concorrer à 8ª. edição do prêmio Top Social ADVB 2006.

O prêmio contemplará as ações que se destacarem pela exemplaridade na prática de projetos socialmente responsáveis nos últimos três anos, com dados reais e resultados comprovados. As inscrições vão até 05 de maio.Segundo Livio Giosa, diretor da ADVB, 'a cada ano, o Top Social se destaca como a maior premiação do gênero, garantindo visibilidade às organizações vencedoras e principalmente a exemplaridade destas ações junto à sociedade'.Cada vez mais as organizações, públicas ou privadas, entendem que as ações socialmente responsáveis devem fazer parte das estratégias de gestão.

Segundo a VI Pesquisa Nacional de Responsabilidade Social nas Empresas, desenvolvida pelo IRES (Instituto ADVB de Responsabilidade Social), 58% das empresas que participaram do estudo pretendiam implementar novos projetos sociais em 2005 e aumentar os recursos destinados para a área em 38%. O reflexo disso poderá ser visto pelos projetos inscritos nesta edição do reconhecimento.Para obter mais informações sobre o prêmio, acesse www.advbfbm.org.br, mande e-mail para eventos@advbfbm.org.br ou ligue no telefone (11) 3372.3800.

10.2.06

2º concurso "Causos" do ECA recebe inscrições até 10 de março

O prazo de inscrição para a segunda etapa do concurso "Causos" do ECA termina no dia 10 de março. O concurso é realizado pelo Portal RISolidaria (http://www.risolidaria.org.br/) e pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi). O objetivo é disseminar e premiar histórias de cidadania vividas a partir da aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente, de modo a reforçar o princípio de que a transformação social está também nas mãos de um cidadão comum.

9.2.06

A importância do diagnostico na definição do investimento social

Fazer um diagnóstico da situação, reduz o risco de sobrepor outros investimentos e esforços similares por outras organizações. A escolha do público-alvo e da natureza dos serviços a serem prestados e a especificação da área temática e da área geográfica onde será feito o investimento são fundamentais para definir o foco que norteará as ações sociais que a empresa ou entidade pretende implementar ou apoiar.

O diagnóstico mencionado consiste num levantamento, que permitirá identificar e conhecer o problema que afeta a comunidade que a empresa pretende apoiar. O estudo de campo deve contemplar respostas para dúvidas como: Quais são as causas dos problemas? Por que eles acontecem? Quais são seus efeitos? Quais são as evidências que comprovam a existência deste problema?

Esse diagnóstico também deve levantar fatos e informações estatísticas, dados comparativos (evidências), histórias verídicas e depoimentos. Nesse ponto do processo, um bom levantamento deve mapear as ações governamentais e não-governamentais existentes na região vislumbrada, sem entrar em muitos detalhes, pois o que se quer é uma visão geral.

A partir desses dados é possível fazer uma análise para escolher qual problema "atacar" e torna-se mais claro o processo de definição da missão e dos objetivos do projeto.

Perguntas...

A sua entidade social já se perguntou...

• Até que ponto nossos programas são eficazes?
• Com que eficiência são executados?
• Que programas devem ser abandonados?
• Que programas devemos criar?

Se ainda não o fez, a entidade corre um sério risco de se expandir, desordenadamente a ponto de perder substância, embora todos os programas possam de certo modo atender à missão central, o impacto coletivo pode ser comprometido por falta de coerência e consistência...

pensem nisto...

Ética Empresarial

Cada vez mais as empresas se conscientizam da importância de adotar boas condutas, ainda mais com este cenário político conturbado de corrupção. A Ética é a base para construção de relações duradouras.

De nada adianta as empresas estabelecerem compromissos de responsabilidade social e ambiental se não olharem para as relações éticas dentro da empresa. A ética precisa ser uma extensão das relações normais de empregadores e empregados.

Somente desta forma a empresa poderá estabelecer uma cadeia de valor, onde ela passa de um simples agente econômico para um agente de desenvolvimento social e criação de riquezas.

O detalhe importante é que a adoção de condutas éticas não pode ser imposta, nada que seja imposto será realmente respeitada, e dessa forma todo o esforço irá ser em vão, é necessário a participação dos funcionário, para não só termos a adoção de condutas, mas a construção de condutas e da empresa ética.

CETS FGV/EAESP e OAB/SP lançam Cartilha Jurídica do Terceiro Setor

O CETS FGV-EAESP e a Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB/SP lançam no próximo dia 16 de fevereiro, durante o Simpósio Jurídico e de Gestão do Terceiro Setor, a Cartilha Jurídica do Terceiro Setor.
Abordando aspectos legais do Terceiro Setor, a Cartilha foi criada para ser uma ferramenta para advogados e profissionais que trabalham no setor, auxiliando-os nas questões jurídicas enfrentadas pelas organizações sem fins lucrativos, tais como a constituição de associações e fundações, títulos e qualificações concedidos pelo Poder Público e aspectos tributários e trabalhistas do Terceiro Setor.
Após o lançamento, a Cartilha estará disponível para download no site do Mapa do Terceiro Setor – http://www.mapa.org.br/.

8.2.06

Sandalia Social

A São Paulo Alpargatas lança hoje (08.02) uma versão exclusiva da sua linha de Havaianas, cuja renda será integralmente revertida para a Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (Tucca). Com edição limitada de mil pares, 500 femininos e 500 masculinos, as sandálias apresentam imagens criadas pelo artista plástico Paulo Von Poser e poderão ser encontradas de 7 a 13 de fevereiro no Balcão da Cidadania, no Shopping Iguatemi, na sede da Associação em São Paulo, e depois deste período, nas lojas Huis Clos.

Índice elege Philips como empresa responsável

A Philips foi considerada uma das empresas que mais empregam esforços para ser socialmente responsável pelo FTSE4Good Index Series, um índice da Bolsa de Valores de Londres em parceria com a revista Financial Times. Desenvolvido em 2001, o índice avalia as empresas mundiais baseando em suas atuações em três áreas: respeito ao meio ambiente, direitos humanos e engajamento dos funcionários. A criação do índice foi fundamentada na experiência americana com o Dow Jones, no qual a Philips foi líder em sustentabilidade por dois anos consecutivos, 2003 e 2004. O FTSE4Good, diferentemente do Índice Bovespa de Responsabilidade Social, exclui todas as empresas que trabalham com a produção de fumo, as que produzem componentes ou as próprias armas nucleares e as envolvidas no processo de extração de urânio.

7.2.06

Ashoka convoca protagonistas juvenis a escreverem relatos para livro

A Ashoka Empreendimentos Sociais, instituição internacional sem fins lucrativos presente em 53 países, com o apoio do Banco JPMorgan e um grupo participante da Rede de Empreendedores Sociais, está selecionando relatos e depoimentos de jovens protagonistas e organizações que promovem a participação juvenil como propulsora da transformação social desenvolvidas com sucesso no país.

As histórias serão reunidas em um livro, que será lançado ainda no primeiro semestre deste ano, com distribuição para organizações, educadores e jovens do Brasil. A publicação contará ainda com sete artigos escritos por especialistas convidados. A proposta é contribuir para que o país valorize o potencial da juventude, inspirando e oferecendo referências para futuras ações pautadas nesse ideal.

O livro é uma realização do Programa Iniciativa de Aprendizagem Inovadora (IAI), implementado pela Ashoka, e, por isso, os relatos deverão estar em acordo com algum dos sete princípios estabelecidos pelo programa. Eles foram elaborados a partir da observação das inovações de mais de 350 empreendedores sociais que trabalham no setor de desenvolvimento de juventude e de aprendizagem em todo mundo. Estes princípios são a base dos esforços do IAI para transformar o modo que a sociedade enxerga e valoriza as diferentes habilidades e capacidades dos jovens, incentivando a que se tornem atores com iniciativa e capazes de propor mudanças. Os sete princípios são:

1. Os jovens devem ter oportunidades e apoio para demonstrar que têm um grande potencial de autonomia e responsabilidade social;

2. Os processos de aprendizagem dos jovens devem ser contextualizados e interligados com suas realidades individuais e com seu entorno de atuação;

3. Os processos e espaços de aprendizagem devem ser abertos, diversos e democráticos, incluindo atores de fora da escola;

4. É fundamental promover vínculos entre jovens e adultos para provocar uma troca de experiências baseada na complementaridade de perspectivas e valores;

5. A diversidade é enxergada como uma grande riqueza nos processos de aprendizagem e requer vínculos entre jovens de contextos e realidades diferentes;

6. Os processos e espaços de aprendizagem devem incentivar uma "ética de empatia" que incentive a solidariedade entre os jovens;

7. Os educadores envolvidos no processo de aprendizagem de jovens devem estar em permanente formação e incluir metodologias alternativas como a arte, o componente lúdico e estar vinculadas a experiências da vida real;

O material será selecionado por uma comissão de especialistas, que irá analisar em que medida a experiência relatada promove o processo educacional e o desenvolvimento dos envolvidos, além de verificar se os jovens envolvidos no processo são de fato ativos e protagonistas em busca da transformação social. É importante ainda que os relatos apresentem os impactos relevantes gerados para todas as partes envolvidas a partir das ações desenvolvidas.

Ao escrever os relatos, os proponentes devem elaborar textos dinâmicos, criativos, capazes de motivar outras pessoas e que sejam mais do que apenas uma narrativa descritiva do projeto. Os depoimentos devem ainda criar uma ligação entre a prática e o princípio norteador que foi escolhido como marco. Algumas perguntas bases poderão direcionar a escrita dos relatos, como, por exemplo: "O que inspirou a experiência?"; "Qual o principal problema que a experiência tentou resolver?"; "Quais os indicadores de sucesso?"; "Como a prática envolveu os jovens"; "Qual o papel dos jovens para o resultado da prática"; entre outras. Os depoimentos, juntamente com a ficha de inscrição disponível no site (www.ashoka.org.br/iai), devem ser encaminhados até o dia 13 de fevereiro para o endereço: iai@ashoka.org.br.

8 Jeitos de Mudar o Mundo

No alvorecer de 2000, a ONU - Organização das Nações Unidades reuniu em Nova York 147 chefes de Estado em encontro que ficou conhecido como a Cúpula do Milênio. O objetivo era debater as grandes questões sociais, econômicas e ambientais que afligem as nações, principalmente as que abrigam a população mais pobre do planeta.

Foi desse encontro que surgiu a Declaração do Milênio, documento assinado pelos países membros da Organização, no qual os governantes se comprometem a buscar soluções para os problemas mais graves da humanidade. Para isto, estabeleceram metas e um prazo para cumpri-las, fixando 2015 como limite.

O Blog Ideia Social irá publicar textos e ideias para difundir as metas e ações sociais que levem a superação das desigualdades...

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Ideais Social, um Blog de Capital Social Instituto de Pesquisa