Pesquisa mede ação das empresas
Maioria ainda não adota políticas de responsabilidade social, pilar da governança. Uma pesquisa da BDO Trevisan para medir as ações de responsabilidade social, na qual foram consultadas 620 empresas, mostrou que a maioria ainda não possui políticas específicas sobre o tema. Tanto assim que apenas 78 delas, sendo 32 do setor de serviços e 23 da indústria, responderam totalmente à pesquisa.
Curiosamente, o estudo também apontou que muitas empresas que praticam responsabilidade social receiam fazer propaganda da sua atuação. 'Apesar do crescimento significativo nos últimos anos com relação à preocupação sobre os aspectos sócio-ambientais, a questão da divulgação das informações é um tabu a ser vencido', conta Mauro Ambrósio, sócio-diretor de Auditoria da área de responsabilidade social da BDO.
Segundo ele, o motivo desse comportamento é o receio de publicar informações imprecisas. 'Por desconhecerem o conceito de sustentabilidade que embasa as ações de responsabilidade social muitas empresas acabam preferindo fugir dos holofotes', diz.
Além disso, o custo para publicar as ações e a não-obrigatoriedade de divulgação das práticas de sustentabilidade - como ocorre na Europa - contribui para a falta de divulgação, acrescenta.
Existe uma discussão conceitual sobre quem vem primeiro: governança corporativa ou sustentabilidade (responsabilidade social). Na opinião de Mauro Ambrósio, a sustentabilidade é um dos pilares da governança corporativa. O conceito de governança envolve transparência, ética. Isso por sua vez implica a adoção de controles e processos de continuidade do negócio que leva à sustentabilidade, que é a manutenção da empresa, acredita Ambrósio.
Distribuição da riqueza
A questão da pesquisa que aborda a distribuição de riqueza teve uma resposta surpreendente dos participantes, conforme Ambrósio. Mais da metade dos pesquisados marcou o item remuneração aos acionistas minoritários como a maior preocupação da companhia.
A maioria das empresas (66) também foi favorável a dar participação em lucros e resultados. Para Ambrósio, esse comportamento está relacionado à percepção de que a produtividade e o lucro das empresas tendem a crescer com a participação dos colaboradores nos resultados. Ele observa que, embora esse indicador não tenha reflexos diretos na comunidade, a distribuição de lucros aumenta a renda - o que acaba beneficiando funcionários e seus familiares.
Na questão da recolocação de funcionários e programas para preparação para aposentadoria, somente 21 dentre as empresas pesquisadas disseram ter tal preocupação.
Curiosamente, o estudo também apontou que muitas empresas que praticam responsabilidade social receiam fazer propaganda da sua atuação. 'Apesar do crescimento significativo nos últimos anos com relação à preocupação sobre os aspectos sócio-ambientais, a questão da divulgação das informações é um tabu a ser vencido', conta Mauro Ambrósio, sócio-diretor de Auditoria da área de responsabilidade social da BDO.
Segundo ele, o motivo desse comportamento é o receio de publicar informações imprecisas. 'Por desconhecerem o conceito de sustentabilidade que embasa as ações de responsabilidade social muitas empresas acabam preferindo fugir dos holofotes', diz.
Além disso, o custo para publicar as ações e a não-obrigatoriedade de divulgação das práticas de sustentabilidade - como ocorre na Europa - contribui para a falta de divulgação, acrescenta.
Existe uma discussão conceitual sobre quem vem primeiro: governança corporativa ou sustentabilidade (responsabilidade social). Na opinião de Mauro Ambrósio, a sustentabilidade é um dos pilares da governança corporativa. O conceito de governança envolve transparência, ética. Isso por sua vez implica a adoção de controles e processos de continuidade do negócio que leva à sustentabilidade, que é a manutenção da empresa, acredita Ambrósio.
Distribuição da riqueza
A questão da pesquisa que aborda a distribuição de riqueza teve uma resposta surpreendente dos participantes, conforme Ambrósio. Mais da metade dos pesquisados marcou o item remuneração aos acionistas minoritários como a maior preocupação da companhia.
A maioria das empresas (66) também foi favorável a dar participação em lucros e resultados. Para Ambrósio, esse comportamento está relacionado à percepção de que a produtividade e o lucro das empresas tendem a crescer com a participação dos colaboradores nos resultados. Ele observa que, embora esse indicador não tenha reflexos diretos na comunidade, a distribuição de lucros aumenta a renda - o que acaba beneficiando funcionários e seus familiares.
Na questão da recolocação de funcionários e programas para preparação para aposentadoria, somente 21 dentre as empresas pesquisadas disseram ter tal preocupação.
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