Empresas investem 21% mais em projetos sociais e ambientais neste ano
Conforme aumenta a preocupação dos investidores com a atuação socioambiental das empresas em que aplicam e de quem são consumidores, as companhias dedicam mais esforços e dinheiro a projetos de sustentabilidade. O prêmio da Câmara de Comércio França-Brasil aos melhores projetos de sustentabilidade social deste ano, que será entregue no dia 13, revela que as companhias inscritas gastaram em média US$ 818 mil por projeto, enquanto que no ano passado a média era de US$ 634 mil. Em 2005, 82 projetos nas áreas de educação, saúde, cultura e meio ambiente totalizaram US$ 52 milhões. Já este ano, as 77 empresas inscritas gastaram US$ 63 milhões em ações desse, um crescimento de 21,2% no valor.
'As empresas estão se conscientizando da importância dos projetos de sustentabilidade para o seu próprio negócio e não mais como filantropia', diz Sueli Lartigue, diretora da Câmara e coordenadora do prêmio. Esses projetos se traduzem em lucro de diversas formas, lembra Sueli. As empresas melhoram sua imagem no mercado e, assim, ganham novos consumidores, reduzem as chances de processos trabalhistas ou de acidentes ambientais e ganham em produtividade. 'Há estudos que comprovam que os funcionários produzem mais quando estão engajados em projetos sociais da empresa', diz a diretora da Câmara.
Além do investimento médio ter crescido, o maior projeto inscrito este ano - da empresa Takaoka Empreendimentos - soma US$ 21 milhões, enquanto que em 2005 a Concessionária do Sistema Anhangüera-Bandeirantes (AutoBan) encabeçou a lista com ação de US$ 1 milhão. Entre as finalistas, há quatro empresas com ações listadas na Bovespa: Suzano Papel e Celulose, Unibanco, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Acesita.
A maioria dos trabalhos (39% das ações) volta-se para a área de educação. 'Isso é reflexo das deficiências de um país que possui uma população com baixa escolaridade', diz Sueli. Essa concentração também é sinal de que as empresas estão de fato conscientes da importância de serem socialmente responsáveis, já que não há incentivos fiscais para projetos de educação, apenas para os de cultura, que representaram 12% do total.
A Suzano, por exemplo, compete com o programa 'ler é preciso', no qual já investiu US$ 1,4 milhão, em concursos de redação e na abertura de 52 bibliotecas em seis Estados diferentes. Um dos objetivos é reduzir o chamado analfabetismo funcional - pessoas que lêem, mas não sabem interpretar. Essa é uma forma de contribuir para a formação da população, diz a diretora do Instituto Ecofuturo (da Suzano), Christine Fontelles. De alguma forma, isso atinge o bolso da companhia pois significa uma melhor formação dos funcionários.
Apesar de ser uma tendência mundial, o investidor brasileiro valoriza pouco aspectos socioambientais na hora de comprar uma ação, Christine. Desde que foi criado, em dezembro, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) acumula alta de 16,4% frente a 18,8% do Índice Bovespa.
'As empresas estão se conscientizando da importância dos projetos de sustentabilidade para o seu próprio negócio e não mais como filantropia', diz Sueli Lartigue, diretora da Câmara e coordenadora do prêmio. Esses projetos se traduzem em lucro de diversas formas, lembra Sueli. As empresas melhoram sua imagem no mercado e, assim, ganham novos consumidores, reduzem as chances de processos trabalhistas ou de acidentes ambientais e ganham em produtividade. 'Há estudos que comprovam que os funcionários produzem mais quando estão engajados em projetos sociais da empresa', diz a diretora da Câmara.
Além do investimento médio ter crescido, o maior projeto inscrito este ano - da empresa Takaoka Empreendimentos - soma US$ 21 milhões, enquanto que em 2005 a Concessionária do Sistema Anhangüera-Bandeirantes (AutoBan) encabeçou a lista com ação de US$ 1 milhão. Entre as finalistas, há quatro empresas com ações listadas na Bovespa: Suzano Papel e Celulose, Unibanco, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Acesita.
A maioria dos trabalhos (39% das ações) volta-se para a área de educação. 'Isso é reflexo das deficiências de um país que possui uma população com baixa escolaridade', diz Sueli. Essa concentração também é sinal de que as empresas estão de fato conscientes da importância de serem socialmente responsáveis, já que não há incentivos fiscais para projetos de educação, apenas para os de cultura, que representaram 12% do total.
A Suzano, por exemplo, compete com o programa 'ler é preciso', no qual já investiu US$ 1,4 milhão, em concursos de redação e na abertura de 52 bibliotecas em seis Estados diferentes. Um dos objetivos é reduzir o chamado analfabetismo funcional - pessoas que lêem, mas não sabem interpretar. Essa é uma forma de contribuir para a formação da população, diz a diretora do Instituto Ecofuturo (da Suzano), Christine Fontelles. De alguma forma, isso atinge o bolso da companhia pois significa uma melhor formação dos funcionários.
Apesar de ser uma tendência mundial, o investidor brasileiro valoriza pouco aspectos socioambientais na hora de comprar uma ação, Christine. Desde que foi criado, em dezembro, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) acumula alta de 16,4% frente a 18,8% do Índice Bovespa.
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