28.5.06

Responsabilidade social pode ser arma para pequenos

Não faltam razões para as empresas investirem em responsabilidade social. Em verdade, não é tão simples medir o quanto agregar de valor à marca. Todavia, não há dúvidas de que há ganhos de imagem e posicionamento, além da satisfação pessoal. O retorno é garantido. As pessoas vêem com melhores olhos as empresas que demonstram não ser uma máquina de ganhar dinheiro. Não significa apenas vender mais um produto ou serviço, mas contar com um diferencial a mais na competição por preço e qualidade. Ademais, ações do gênero se traduzem em melhor ambiente no qual a companhia está inserida, o que noutros termos representa atmosfera mais favorável a negócios, na medida em que as pessoas vivem mais felizes e consomem na mesma proporção. Engana-se quem aposta que esse tipo de política é algo para poucos, cingida às grandes redes e grandes indústrias de alto faturamento. É nesse tipo de iniciativa que pequenos podem encontrar uma boa razão para os consumidores optarem por elas, em detrimento de uma concorrente grande e insensível.

Como toda política, responsabilidade social precisa ser consistente. Ir além das aparências. Por essa razão, ações socialmente responsáveis precisam atentar para o público interno também. Aliás, antes do externo. A deturpação da política no mais das vezes resvala para a filantropia, o assistencialismo.

Não custa lembrar que, além de ações que vão além da natureza do negócio, pagar impostos é uma medida básica, anterior à qualquer ação.

A Capital Social Instituto de Pesquisa (www.responsabilidadesocial.org.br) apoia empresas que queiram adotar práticas consistentes de Responsabilidade Social, para Leandro Oliveira, presidente do Instituto "a transformação da sociedade só é possível por intermédio de parcerias entre os setores público, privado e sociedade cívil organizada, com investimentos em projetos sociais consistentes e sustentáveis".

A Capital Social é um Instituto que atua na área de responsabilidade social com o objetivo principal de fortalecer as ações sociais e propiciar a transformação da sociedade a partir da união dos três setores, públicos, privados e não governamentais de maneira consciente, adequada e sustentável.