11.4.06

Educador prega adoção da economia solidária

De acordo com o educador Moacir Gadotti, do Instituto Paulo Freire, o difícil num mundo capitalista como o nosso é fazer um consumo responsável. 'Vivemos num mundo onde um monte morre de tanto comer outros por falta de comida. As crianças são as maiores vítimas desse consumismo irresponsável, por isso a educação ambiental é importante. Mas não apenas para crianças e sim em todas as idades. Somos todos aprendizes', afirmou Gadotti.
Para ele, o capitalismo é insustentável e é o fomento da pobreza, da miséria e da violência. 'Isso é provocado pelo nosso modo de vida. O capitalismo nasceu com uma visão social, para tirar da monarquia e do clero a riqueza. Mas podemos voltar ao seu conceito original. A economia solidária, por exemplo, que é possível uma outra economia', declarou o educador.

E a economia solidária já dá frutos no Brasil, que temos um Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) bem estruturado com participação de todos os Estado. Esta nova prática de produção e consumo privilegia o trabalho coletivo, a autogestão, a justiça social, o cuidado com o meio ambiente e a responsabilidade com as gerações futuras. Em linhas gerais, os princípios da economia solidária estão fundamentados na valorização social do trabalho humano, na satisfação plena das necessidades de todos como eixo da criatividade tecnológicas e da atividade econômica e no reconhecimento do lugar fundamental da mulher e do feminino numa economia fundada na solidariedade, entre outros.