Escritores afirmam que inclusão social pela leitura começa em casa
A primeira porta que deve ser aberta para inclusão social pela leitura não é a da sala de aula, mas sim a de casa. Esta foi a lição exposta pelos escritores Ziraldo, Pedro Bandeira e Toni Brandão, na tarde deste domingo, na 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Parque Anhembi. Na palestra, que lotou o Salão de Idéias, eles defenderam que a questão de leitura é mais emocional do que social:
""Educação não é um problema de escola, é de família. A escola é coadjuvante"", afirmou Bandeira.
Além de ressaltar a importância das histórias contadas pelos pais na formação do imaginário infantil, o autor enfatizou que o hábito da leitura não depende da classe social:
""Não é riqueza. Eu tive uma coisa chamada colo"", afirmou.
""O leitor deve ser formado a partir do berço"", completou Brandão.
Para Ziraldo, é preciso naturalizar o hábito da leitura e ensiná-lo como uma função orgânica. E não como uma imposição.
""O menino da favela tem que chegar aos dez anos sabendo ler como se respira. Assim, ele mesmo vai se incluir"".
O autor reivindicou uma política eficiente de biblioteca pública no Brasil e sugeriu a criação de uma nova matéria no currículo escolar: 'Gostar de ler.'
""Precisamos transformar os anos fundamentais só em leitura e escrita. Repetência é um problema da sociedade"".
Outra questão apontada foi como a internet está influenciando na formação dos novos leitores. Para Brandão, a facilidade de acesso à informação não é a causa do baixo índice de leitura entre as crianças.
""Não tenhamos medo do novo. Tudo depende do uso que fazemos da coisa"".
Já Ziraldo acredita na sobrevivência do livro diante da expansão dos meios de comunicação digital. Mas nem todos os ícones da cultura do impresso vão resistir:
""O dicionário está morto. A Internet vai substituir"".
Discordâncias à parte, Pedro Bandeira aproveitou ainda para criticar a estrutura da Bienal, que, segundo o autor, não é mais lugar para comprar livros:
"" Aqui temos diversão, lanches e personagens. As pessoas saem com sacolas e nenhum livro. A Bienal está se tornando um parque de diversões"".
""Educação não é um problema de escola, é de família. A escola é coadjuvante"", afirmou Bandeira.
Além de ressaltar a importância das histórias contadas pelos pais na formação do imaginário infantil, o autor enfatizou que o hábito da leitura não depende da classe social:
""Não é riqueza. Eu tive uma coisa chamada colo"", afirmou.
""O leitor deve ser formado a partir do berço"", completou Brandão.
Para Ziraldo, é preciso naturalizar o hábito da leitura e ensiná-lo como uma função orgânica. E não como uma imposição.
""O menino da favela tem que chegar aos dez anos sabendo ler como se respira. Assim, ele mesmo vai se incluir"".
O autor reivindicou uma política eficiente de biblioteca pública no Brasil e sugeriu a criação de uma nova matéria no currículo escolar: 'Gostar de ler.'
""Precisamos transformar os anos fundamentais só em leitura e escrita. Repetência é um problema da sociedade"".
Outra questão apontada foi como a internet está influenciando na formação dos novos leitores. Para Brandão, a facilidade de acesso à informação não é a causa do baixo índice de leitura entre as crianças.
""Não tenhamos medo do novo. Tudo depende do uso que fazemos da coisa"".
Já Ziraldo acredita na sobrevivência do livro diante da expansão dos meios de comunicação digital. Mas nem todos os ícones da cultura do impresso vão resistir:
""O dicionário está morto. A Internet vai substituir"".
Discordâncias à parte, Pedro Bandeira aproveitou ainda para criticar a estrutura da Bienal, que, segundo o autor, não é mais lugar para comprar livros:
"" Aqui temos diversão, lanches e personagens. As pessoas saem com sacolas e nenhum livro. A Bienal está se tornando um parque de diversões"".
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