Empresas ampliam ações sociais com jovens
Paulo Florêncio
A maior parte das empresas engajadas em ações de responsabilidade social está direcionando uma parcela dos seus investimentos para projetos de apoio à educação e capacitação profissional de jovens e adolescentes. É o que mostra a Pesquisa DCI realizada com 60 executivos e empresários de diversos segmentos da economia, em janeiro deste ano. Além dos investimentos em educação e profissionalização, outro ponto de atuação das organizações atuantes de projetos sociais é o apoio às entidades de assistência social e institutos como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Associação de Assistência à Criança Defeituosa (AACD), a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), a Abrinq e o Instituto Ethos , por meio de patrocínios ou parcerias.
O estudo aponta outra tendência: as empresas que têm uma forte presença na região Sudeste estão estendendo as suas ações para outras regiões como o Nordeste e Centro-Oeste do País. O Grupo Pão de Açúcar , por exemplo, através do projeto Acordes, mantém desde 1999 um programa em unidades próprias sediadas em Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília para a inclusão de jovens no universo artístico. O objetivo do trabalho é dar acesso à cultura e ao desenvolvimento de habilidades para realizarem trabalhos em grupo. O projeto, que atende hoje a cerca de 1.500 jovens de 10 a 18 anos, oferece aulas de música duas vezes por semana e uma bolsa-auxílio para ajudar na compra de instrumentos. “Nesse projeto inserimos os jovens em trabalhos de aprendizagem da música”, explica Rosangela Bacima Quilici, diretora do Instituto Pão de Açúcar .
Já a Lupo , uma das maiores fabricantes de meias e cuecas do Brasil, mantinha até o ano passado, em seu quadro funcional, cerca de 23 colaboradores portadores de deficiência, em uma unidade criada especialmente para eles. Com a nova unidade inaugurada em 2005, passou a ter 54 funcionários portadores de deficiência. A recém-criada estação de trabalho é totalmente voltada para atender os deficientes. As portas são maiores, os banheiros adaptados, há rampas no lugar de escadas para permitir o acesso daqueles que utilizam cadeiras de rodas e eliminaram-se as divisões internas do prédio.
Os portadores de deficiência física são cadastrados pela União dos Deficientes Físicos de Araraquara (Udefa). Alguns destes deficientes já realizavam trabalhos para a organização na oficina terapêutica da Udefa e também da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).
Outra empresa que investe em ação social é o grupo AES Eletropaulo . A organização mantém desde 1998 o projeto Eficiência Energética para a redução do consumo de energia em estabelecimentos públicos e privados em São Paulo. O investimento na área soma cerca de R$ 35 milhões ao ano. De acordo com o vice-presidente comercial da companhia, Ricardo Lima, o programa consiste na troca e no desenvolvimento de aparelhos para consumirem menos energia elétrica. O programa, desenvolvido pelo grupo, cumpri a exigência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que determina o investimento de 1% da receita líquida das empresas do segmento para a eficiência energética. Desse valor, 0,5% é destinado ao Programa de Eficiência Energética e a outra parte vai para pesquisa e desenvolvimento, em parceria com universidades
No DCI – 03/03/2006 – Online
A maior parte das empresas engajadas em ações de responsabilidade social está direcionando uma parcela dos seus investimentos para projetos de apoio à educação e capacitação profissional de jovens e adolescentes. É o que mostra a Pesquisa DCI realizada com 60 executivos e empresários de diversos segmentos da economia, em janeiro deste ano. Além dos investimentos em educação e profissionalização, outro ponto de atuação das organizações atuantes de projetos sociais é o apoio às entidades de assistência social e institutos como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Associação de Assistência à Criança Defeituosa (AACD), a Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Febem), a Abrinq e o Instituto Ethos , por meio de patrocínios ou parcerias.
O estudo aponta outra tendência: as empresas que têm uma forte presença na região Sudeste estão estendendo as suas ações para outras regiões como o Nordeste e Centro-Oeste do País. O Grupo Pão de Açúcar , por exemplo, através do projeto Acordes, mantém desde 1999 um programa em unidades próprias sediadas em Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília para a inclusão de jovens no universo artístico. O objetivo do trabalho é dar acesso à cultura e ao desenvolvimento de habilidades para realizarem trabalhos em grupo. O projeto, que atende hoje a cerca de 1.500 jovens de 10 a 18 anos, oferece aulas de música duas vezes por semana e uma bolsa-auxílio para ajudar na compra de instrumentos. “Nesse projeto inserimos os jovens em trabalhos de aprendizagem da música”, explica Rosangela Bacima Quilici, diretora do Instituto Pão de Açúcar .
Já a Lupo , uma das maiores fabricantes de meias e cuecas do Brasil, mantinha até o ano passado, em seu quadro funcional, cerca de 23 colaboradores portadores de deficiência, em uma unidade criada especialmente para eles. Com a nova unidade inaugurada em 2005, passou a ter 54 funcionários portadores de deficiência. A recém-criada estação de trabalho é totalmente voltada para atender os deficientes. As portas são maiores, os banheiros adaptados, há rampas no lugar de escadas para permitir o acesso daqueles que utilizam cadeiras de rodas e eliminaram-se as divisões internas do prédio.
Os portadores de deficiência física são cadastrados pela União dos Deficientes Físicos de Araraquara (Udefa). Alguns destes deficientes já realizavam trabalhos para a organização na oficina terapêutica da Udefa e também da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).
Outra empresa que investe em ação social é o grupo AES Eletropaulo . A organização mantém desde 1998 o projeto Eficiência Energética para a redução do consumo de energia em estabelecimentos públicos e privados em São Paulo. O investimento na área soma cerca de R$ 35 milhões ao ano. De acordo com o vice-presidente comercial da companhia, Ricardo Lima, o programa consiste na troca e no desenvolvimento de aparelhos para consumirem menos energia elétrica. O programa, desenvolvido pelo grupo, cumpri a exigência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que determina o investimento de 1% da receita líquida das empresas do segmento para a eficiência energética. Desse valor, 0,5% é destinado ao Programa de Eficiência Energética e a outra parte vai para pesquisa e desenvolvimento, em parceria com universidades
No DCI – 03/03/2006 – Online
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