20.2.06

O mapa da inclusão

Reconhecido por ostentar indicadores normalmente mais favoráveis do que a média brasileira na área social, o Rio Grande do Sul precisa se preocupar em assegurar essa conquista e mesmo em ampliá-la. Por isso, o levantamento a ser realizado pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) sobre o que os 496 municípios gaúchos vêm fazendo para melhorar estatísticas socioeconômicas deve resultar num instrumento efetivo para avanços.

Em parceria com o Fórum Permanente de Responsabilidade Social do Rio Grande do Sul, o estudo tem por objetivo justamente facilitar a aplicação de políticas públicas de inclusão social. Assim, foram selecionados alguns dos indicadores levados em conta pelas Nações Unidas para a conquista das chamadas Metas do Milênio. A intenção não é dar margem a comparações, mas facilitar a busca dos objetivos por parte dos administradores municipais.

Por razões diversas, o Rio Grande do Sul avançou bastante em aspectos como a redução da mortalidade infantil e a igualdade entre meninas e meninos em sala de aula. O Estado, porém, precisa se consolidar em outras áreas, resultado que depende em boa parte da colaboração efetiva das comunidades.

Os municípios, pela proximidade que propiciam entre dirigentes políticos e a população, são o foro adequado para a promoção de melhorias sociais. Esse, porém, é um desafio que não diz respeito apenas a quem está hoje no poder, mas também a quem vier a suceder-lhe.

Daí a importância de os administradores contarem com instrumentos adequados que mapeiem os problemas e facilitem a busca de soluções.