23.2.06

ECA em formato de gibis. Projeto tem parceria de banco

A Fundação Projeto Travessia irá produzir 50 mil exemplares do Estatuto do Direito da Criança e do Adolescente em formato de quadrinhos, com apoio do Banco Volkswagen. O foco do trabalho é a educação.

A Fundação Projeto Travessia, entidade que trabalha com jovens que se encontram em situação de risco, ganhou, este ano, um novo mantenedor: o Banco Volkswagen. Entre os projetos que serão patrocinados pelo banco estão a produção de uma série de gibis para detalhar os direitos da criança e do adolescente e a assessoria jurídica de jovens infratores.

O banco já mantinha, desde 2004, uma parceria com a fundação, comprando os cartões de Natal produzidos por crianças e adolescentes que participam de oficinas de artes plásticas da entidade. "Oferecer apoio ao Terceiro Setor sempre foi um princípio respeitado pelo Banco Volkswagen. Ao estabelecer esse tipo de parceria, colocamos em prática os valores adotados pela companhia", justifica o diretor-presidente do banco, Décio Carbonari de Almeida.

Quadrinhos serão distribuídos em escolas

A série "Estatuto da Criança e do Adolescente em Quadrinhos" começou a ser produzida agora e a expectativa é a de que sejam impressos 50 mil exemplares dos gibis. Eles deverão ser distribuídos em escolas públicas e organizações sociais. O banco também dá apoio financeiro ao projeto "Proteção Jurídico-Social de Adolescentes", destinado a jovens das regiões de Vila Brasilândia (Zona Oeste) e Cidade Ademar (Zona Sul) que cometeram algum tipo de infração.

Assim como no caso dos gibis, o foco desse projeto é a educação. "O que fazemos é provocar nos jovens a reflexão sobre os atos cometidos, levando-os a identificar a verdadeira fonte de seus problemas, que pode ser a falta de preparação para o mercado de trabalho ou a indignação que eles têm com a situação de injustiça social", explica o gerente de comunicação do Projeto Travessia, Max Dante.

Criada em 1995, a fundação também presta ajuda a crianças que moram nas ruas do Centro de São Paulo e também jovens do bairro de Pinheiros (Zona Oeste) que exercem trabalho informal, vendendo produtos nos faróis, por exemplo. "Nesse caso, o trabalho tem de ser feito mais com a família desses jovens, que têm uma dificuldade grande de obter uma forma de renda fixa", diz Dante. Entre os trabalhos feitos com essas famílias estão a oferta de cursos de qualificação profissional, tratamentos de saúde, escolarização de adultos e apoio na montagem de micronegócios. "Depois passamos a fazer um acompanhamento para saber se as crianças não voltaram para as ruas", diz Dante.